quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ليونور

Este é o nome da Leonor em árabe!

E o meu é este:مارليني

Para quem não sabe o meu nome, desafio a tentar traduzi-lo.

Boa sorte!

Adenda: Ok, dou uma ajuda: a primeira sílaba do nome é mesmo Mar, tal como me identifico aqui.

Dentes


Ontem descobri o 10º dente da Leonor: o primeiro molar inferior esquerdo.


Embora um pouco atrasados, têm seguido a ordem habitual.


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tu estás mais magra!!!

Eis a frase que mais ouço ultimamente...e tenho adorado!

Pois é, finalmente consegui perder peso que se note.


O meu peso durante muitos anos centrou-se nos 58 kg e era o ideal porque se perdesse apenas dois ficava a parecer um esqueleto andante, tal como aconteceu no meu último ano de faculdade.

Quando comecei a trabalhar e a levar uma vida mais sedentária passei a pesar 60 kg e antes de engravidar já ia nos 62/63. Na gravidez aumentei 13 kg e após o parto fui perdendo peso gradualmente mas quando cheguei aos 65 kg estacionei e não passava daí.


Mas agora já desci para os 60 kg novamente. Ainda não cheguei ao meu peso ideal anterior, mas o nosso corpo também muda com a maternidade. Sei que se bebesse mais água e mandasse embora os líquidos que teimam em ficar e que me fazem andar sempre com os pés inchados, poderia chegar lá, mas sou tão preguiçosa para beber água, simplesmente esqueço-me.


Mas sinto-me muito bem assim. Não sei se esta perda de peso se deve aos últimos dias de stress por que passei. Se a eles se deve preferia ter mais 5 kg se a Leonor não tivesse sido operada. Mas já que teve de ser, pelo menos teve um benefício, já que os kg a mais não me faziam qualquer falta. Mas eu já vinha a perder peso antes...
Até já comecei a vestir roupa que tinha abandonado há muito tempo atrás...agora pensam que é nova!

Só há uma coisa que me preocupa:
O Natal está a chegar e os bombons vão começar a sorrir para mim.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Amamentação

Não, não é um tema actual aqui por estes lados, pois a Leonor já deixou a mama há muitos meses atrás.
Mas tenho lido muitos artigos e posts sobre este tema e há algum tempo atrás, quando li este post, pensei que sorte eu tive por não sofrido com a amamentação como acontece com muitas mães. Mas, mais tarde, no percurso da minha longa viagem para casa, reflecti: Espera; eu também sofri com a amamentação, mas foi um sofrimento precoce. Passo a explicar:

Como vocês sabem, ou talvez não, a Leonor nasceu com lábio leporino, uma fenda labial que atingia também o maxilar superior esquerdo. Eu fiquei a saber que ela tinha esta particularidade aos 5 meses de gravidez e, depois de muito ler e tomar conhecimento de outros casos semelhantes, fiquei a saber que na maior parte dos casos os bébés com lábio leporino não conseguem mamar.
Fiquei muito triste, como devem calcular! Eu sempre soube que iria ter leite (era um feeling), que iria ser suficiente, que queria amamentar (nunca tive qualquer dúvida), que a Leonor iria querer mamar logo...e que depois não iria conseguir!
Então comecei a informar-me sobre as alternativas possíveis. Soube que existiam umas tetinas da Chicco indicadas unicamente para estes bébés, mas só as encontrei numa farmácia porque as deixaram de fabricar, e comprei as 3 que tinham; li tudo o que encontrei sobre métodos de extracção de leite e sobre a sua conservação; tentei informar-me sobre os melhores leites artificiais, caso fosse necessário...
Mas não me conformava: sempre tive certezas quanto a amamentar os meus filhos, sempre o desejei! Queria criar-lhe muitas defesas através do meu leite, queria fortalecer os nossos laços nesses momentos únicos entre mãe e filho, queria que ela crescesse saudável e forte!...
Mas mesmo assim sentia-me tranquila e preparada para fazer o que fosse necessário, pois como escrevi no início do texto, só há pouco tempo me apercebi do meu sofrimento nesta altura.


No último mês de gravidez a minha tensão começou a subir e eu tive de começar a ser vigiada bem de perto pelo obstetra. Uma enfermeira disse-me que deveria ser por eu andar nervosa devido ao problema da Leonor e eu respondi-lhe que não, que me sentia muito bem, que sabia que iria correr tudo bem. Mas ela sabia que não era verdade, sabia-o melhor do que eu. Perguntava-lhe mil e uma coisas sobre a amamentação e outros casos que ela conhecia. Ela respondia-me, com toda a sua tranquilidade e doçura que lhe são características, para não me preocupar, que a Leonor poderia mamar normalmente, que cada caso é um caso, que os bébés que têm a fenda até ao palato é que é mais complicado e ela poderia não ter (nunca soube da gravidade até a Leonor nascer...mas no fundo sabia que não iria chegar ao palato, aí sim seria bem mais complicado), que depois dela nascer logo se via como iria ser. Mas eu queria estar preparada para tudo, não queria andar a comprar isto e aquilo após um parto e com um bébé nos braços cheio de fome...sentimentos de mãe de primeira viagem!


Mas ela tinha toda a razão!
Quando a Leonor nasceu disseram-me logo que não tinha fenda palatal e fiquei bastante aliviada. Como demorei duas horas na sala de recobro e ela não poderia estar lá comigo, deram-lhe biberão pois viram que estava cheia de fome: e ela bebeu com uma tetina normal como se sempre o tivesse feito. Fiquei muito feliz quando mo disseram, mas receosa que ela assim não pegasse na mama se conseguisse mamar, como acontece com muitos bébés quando se habituam logo ao biberão. Mais tarde, já no quarto, a Leonor começa a chorar e eu peço para a colocarem ao meu lado. Nem imaginam a minha felicidade quando vejo que apesar da má posição em que me encontrava por não me poder levantar, a Leonor começou a mamar! E no peito que ela depois rejeitou!... No dia seguinte apercebi-me que ela tinha preferência por um peito e só dias depois constatei que ela tinha mesmo dificuldades em mamar no outro. Como a boca não fechava totalmente, o poder de sucção ficava diminuído.
Tentámos colocá-la noutras posições, ao contrário, como se estivesse a mamar no outro peito, quase de pé, e durante o primeiro mês o pai ajudava-nos sempre durante a amamentação. Mas depois desistimos: vimos que ela ficava muito cansada, que engolia muito mais ar do que leite e depois bolçava muito e, no fim, acabava por mamar muito pouco daquele peito. Falei ao pediatra do receio que tinha dela mamar só num e ele respondeu-me que há muitos bébés a mamar só num peito, que este produz o leite necessário e que ele próprio, o pediatra, mamou só num peito até aos 2 anos e cresceu muito bem. E assim foi: a Leonor desenvolveu-se sempre muito bem e nunca mamou mais de 8, 10 minutos.

Aos 4 meses, como já mamava com mais força, o peito começou a ficar dolorido. Eu punha sempre muita pomada mas ele acabou por gretar e eu gritava enquanto ela mamava. Saí uma manhã e fui a correr comprar leite para ela beber quando acordasse. Sabia que já não aguentava as dores e que se ela mamasse mais uma vez não bebia leite, mas sangue.
Foi um dia muito preocupante porque ela não queria beber pelo biberão e eu não sabia se era por não estar habituada, se por não gostar das tetinas e experimentei várias, se por não gostar do leite ou ainda se por não conseguir beber pois na altura ainda não tinha sido operada. Dei-lhe leite por uma colher, pelo biberão sem a tetina, tipo copo, mas à noite ela já conseguiu beber pelo biberão: não estava era habituada ao biberão. A partir daqui comecei a alternar o biberão com a mama (esta entretanto melhorou por estar um dia a descansar), mas a Leonor começou a manifestar preferência pelo biberão. Mas fui sempre insistindo e ela mamava de manhã e à noite, mas não mais de 2 minutos.
A última vez que mamou foi a 22 de Janeiro, com quase 6 meses, nas vésperas da cirurgia ao lábio. Após esta ela não podia mesmo mamar para não forçar a boca e como eu já tinha pouco leite e ela não queria mamar, não o tirei e ele secou naturalmente. Ah, o outro peito nunca secou até esta altura mas também não produzia leite...e andava com um enorme e outro pequenino!

Deste modo, o fim da amamentação não foi um drama: para a Leonor deve ter sido um alívio, pois já preferia o outro leite mais forte e para mim também foi bom ver que ela não sentiu a falta da mama e que mamou quase 6 meses.

Resumo: tantos receios para nada...e ainda bem que assim foi!

P.S.: ando a esticar-me com os posts, eu sei. Prometo que vou ter mais cuidado, mas quando começo a escrever...



segunda-feira, 20 de outubro de 2008

E as férias terminaram...

...por este ano! Tinha deixado duas semanas para tirar quando a Leonor fosse operada...e já se passaram. Agora, férias só para o próximo ano!
Mas para dizer a verdade, estes dias de férias não tiveram quase nada! Mas passei o tempo todo com a Leonor...e por isso já valeu bem a pena!

A Leonor está muito bem, parece que não passou por nada. Mas há dois dias começou a ficar com o canto do olhinho vermelho: está "pisado" devido às massagens. Mas a partir de hoje já começo a fazer menos e pode ser que não a magoe tanto. Mas o que importa, embora me custe vê-la chorar tanto com as dores que lhe causo, é que parece estar tudo bem: as remelas nunca mais apareceram após a cirurgia, mas a lagriminha ainda subsistiu uns 3 ou 4 dias; mas agora também não tem aparecido.

Passámos os últimos dias em casa e a Leonor já estava saturada de estar entre 4 paredes. Mas tinha a minha casa a precisar de uma mãozinha...
Mas ontem, a convite dos meus pais, resolvemos sair para aproveitar o meu último (e único) dia de férias. Passámos a tarde aqui e divertimo-nos muuuito. A Leonor adorou ver os animais, brincou no parque infantil, quase adormeceu no safari e delirou quando entrou na loja: queria mexer em tudo...só náo pôde mesmo participar no rafting! Foi um dia diferente, muito divertido e bem passado...e principalmente, ao ar livre! Bem merecíamos!

Hoje já voltámos à rotina de acordar cedo...e custou tanto, principalmente porque a menina Leonor ontem lembrou-se de fazer serão e só adormeceu à 1.30h!

domingo, 19 de outubro de 2008

Mais um miminho

Este foi oferecido pela mãe da Madalena. Obrigada!
Desta vez não vou visitar-vos e oferecê-lo. Dedico-o a todas, todas, sem excepção.
Aceitem-no.

Que giros!





Estes dois miminhos foram oferecidos pela Sofia, mãe da Joana, a quem eu agradeço!

Segundo o segundo miminho, tenho de respeitar as seguintes regras:

“1. O vencedor recebe o prémio e poderá colocá-lo no seu blog;
2. Devemos fazer referência à pessoa que nos endereçou o miminho;
3. Enviar o mesmo prémio para 7 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração;
4. Deixar um comentário nos blogs seleccionadas permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou!”.

Vou desrespeitar a terceira regra. Vou entregar-vos directamente...
Mas como só posso entregar a 7 pessoas, quem os quiser levar esteja à vontade...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Pós-cirurgia stressante...

Continuemos...

Como não era aconselhável a Leonor fazer uma grande viagem após a cirurgia e também porque ela tinha consulta no hospital logo na 2ª feira de manhã, ficámos em Lisboa na casa da minha irmã que está lá a estudar.
Estávamos tão cansados que demos uma papinha à Leonor, jantámos um prato de cereais e tentámos descansar...mas não conseguimos. A Leonor acordava de hora a hora e era muito difícil adormecê-la. O máximo que dormiu foram duas horas e meia, mas apenas às 7 da manhã. Ela tinha muita tosse, a qual começou ainda no hospital antes da cirurgia, e nessa noite piorou bastante. Depois também estranhava a cama e a casa, além de poder ter algumas dores, embora eu lhe tivesse colocado outro supositório. Ela chorava, só queria o meu colo e eu já não conseguia aguentar-me de pé (tinha passado a noite anterior praticamente em branco e o dia sempre com a Leonor ao colo). Foi uma noite muito difícil para todos, porque ninguém conseguia dormir com o choro da Leonor.

O dia seguinte, sábado, não foi melhor! Comia bem, até brincava um pouco, mas continuava rabugenta. Só me dizia = vamos embora (no hospital tinha feito o mesmo) e notámos que ela estava saturada de estar sempre em casa, e numa que ela desconhecia. Mas estava um dia farrusco, por vezes chovia e não queríamos levá-la a passear porque estava com muita tosse e podia piorar; até pensámos que teríamos de ir com ela ao hospital. Mas ao fim da tarde o tempo melhorou, agasalhámo-la bem e saímos. Adorou ver os carros a passar na rua e delirou quando chegámos a um parque infantil onde estavam outros meninos. Parecia outra: era a nossa Leonor alegre e bem-disposta. Passeámos mais um pouco, fomos comprar o jantar e fomos para casa. Jantou muito bem e já não dizia que se queria ir embora. Entretanto adormeceu por volta das 9.30 da noite e eu aproveitei para ir estudar para a tal prova que teria de fazer na 2ª feira. Mas tinha tanto sono que não conseguia concentrar-me. À meia-noite fui deitar-me julgando que a Leonor iria dormir a noite toda, pois já havia 2.30h que estava a dormir. Mas acordou ainda antes de eu me deitar e pediu-me thithi = leitinho. Eu sabia que se lhe desse leite ela despertaria e não voltaria a adormecer tão cedo...mas se ela me pediu era porque tinha fome e, claro, dei-lho.
Como previsto depois não queria dormir e começou a dizer papapa. Não sabíamos o que ela queria: não era papa, não era papá; só no dia seguinte descobrimos que era parque; tinha gostado tanto de ir ao parque infantil que queria voltar lá. Eu não aguentava o sono e o cansaço e adormeci enquanto ela ficou a brincar com o pai e a madrinha. Costumo ter dificuldade em dormir com barulho ou até mesmo a luz acesa: nessa noite dormia profundamente enquanto a Leonor pulava literalmente por cima de mim e gritava ou chorava!... Por volta das 3.30 da manhã acordaram-me para ser eu a deitá-la na caminha porque não estavam a conseguir: ela acordava logo. Como já estou mais habituada, peguei nela, deitei-a e ela ficou a dormir...até às 9 h. da manhã. Finalmente dormimos várias horas seguidinhas...que bom!

Domingo acordou mais bem-disposta (e eu também!) e foi passear com o pai ao parque enquanto eu fiquei a estudar. Viu os carros, viu passarinhos, comeu um chupa. Voltou muito sorridente. Este já foi um dia normal, de muita brincadeira e boa-disposição. A tosse também já não era tão forte! À noite adormeceu por volta das 10.30 e eu fiquei a fazer serão a estudar até às 2.30. Acordou às 5.30 mas voltei a adormecê-la e uma hora depois acordámos para um dia bastaaaante stressante!...

2ª feira chegámos ao hospital ás 8.15h. A Leonor tinha consulta às 9h e queríamos ser os primeiros porque eu tinha de estar, sem falta, às 15h no Algarve. Se ela tivesse logo a consulta tínhamos bastante tempo...mas já sabemos que há sempre atrasos.
Ao falar com a administrativa fiquei a saber que o processo da Leonor ainda se encontrava no serviço onde ela esteve internada. Mas lá expliquei que tínhamos urgência e disseram-me que o iriam pedir, pois sem ele a médica não a poderia atender.
Às 9.20 chamaram a Leonor. Ficámos satisfeitos, ainda era cedo e assim teríamos tempo para a viagem. Enganámo-nos: a médica sabia que estávamos aflitos com o tempo e disse-nos para irmos pressionar as administrativas porque o processo ainda não tinha chegado. Após várias conversas e pedidos, ficámos a saber que tinham perdido o processo. Era só o que nos faltava...e o tempo a passar!
E o tempo a passar...e o tempo a passar. Fui falar com a médica e perguntei-lhe como ficava a situação se não encontrassem o processo. Observaria a Leonor ou teríamos de ir embora?; não iríamos ficar eternamente à espera do processo. Respondeu-me que tinha de ter o processo consigo e aconselhou-me a fazer uma reclamação por escrito, que aqueles casos estão sempre a acontecer...eu até fazia, era realmente essa a minha vontade, mas eu não tinha tempo, queria era sair dali logo. Nesse instante disseram-nos que já sabiam onde estava o processo, que estava no serviço e não no arquivo onde o estavam a procurar (dah, qualquer pessoa sabia isso, eu sabia isso, porque é que não me perguntaram, eu saberia responder e até o poderia ter ido buscar se fosse permitido). Mas nem imaginam o tempo que demoraram a trazê-lo: uma eternidade.

Ainda estava eu à espera do processo quando o meu marido, que tinha ido levar uns croissants para o carro para comermos na viagem, chega ao pé de mim todo alterado a dizer que tínhamos dois pneus em baixo. Aí fiquei sem chão: como poderíamos chegar a horas sem o nosso carro? Ainda se fosse só um dava para trocar, mas logo dois? Pensámos que alguém os teria furado. Mas ele foi ver melhor e constatou que estavam apenas vazios.

Finalmente trouxeram o processo e disseram-nos que tinham demorado porque ele ainda não estava montado. Queria lá saber disso, naquele momento não desculpava ninguém; se a médica estava ali, a Leonor também, por que carga de água estavamos ali a perder tempo devido a "simples" burocracias?
Felizmente estava tudo bem com a Leonor, o mais importante, e a médica observou-a em 5 minutos. Disse-nos para colocarmos umas gotas e uma pomada durante uma semana, para continuarmos com as massagens e para voltarmos lá em Janeiro.

Partimos do hospital eram 11 horas. Já não dava tempo para passar por casa e deixar a Leonor. Teríamos de ir directos ao Algarve e a Leonor aguentar esta viagem e depois a de regresso a casa. Parámos duas vezes, uma para encher os pneus e outra para mudar a fralda, colocar gotas e comermos mais alguma coisa, e chegámos 15 minutos antes do início da prova.
Entrei na sala toda stressada, tinha sido uma manhã sempre a correr e não me sentia preparada psicologicamente para uma prova tão complexa como aquela. Mas acalmei quando vi o enunciado. Era uma prova só de resposta com cruzinhas e embora pudesse ter o seu grau de dificuldade, achei-a bastante acessível e, no geral, acho que me correu muito bem. Pelo menos isso!

Saí uma hora e meia depois e a Leonor tinha acabado de acordar. Como tinha vindo acordada na viagem, só tendo adormecido na última meia hora, dormiu duas horas no carro. O pai estava cheio de fome, mas não a queria acordar. Almoçámos uma sopinha já passava das 5 da tarde. Depois fizémos a viagem para casa, jantámos e dormimos a noite toda nas nossas respectivas e saudosas caminhas.

Ah, descobri também neste dia que o pré-molar (e não o canino como aqui já tinha dito) já tinha rompido. Ainda mais essa para chatear a Leonor nestes dias!...

Parabéns se conseguiram ler o texto todo. Fiquem a saber que ainda omiti muita coisa.
Peço desculpa por não ter dado notícias mais cedo; até tive oportunidade, mas já sabia que se fosse à net, perdia-me por lá e o meu tempo era tão pouco que o aproveitava para estudar.
Já estive a visitar-vos, a ler as novidades, e adorei os vossos auto-retratos. Quando tiver mais tempo, também quero um.

Uma última palavra: para as mães que felizmente nunca passaram por uma cirurgia aos filhos, quero só dizer que, apesar de toda esta descrição atabalhoada, correu tudo muito bem. Nós vamos fazendo tudo por etapas e só pensamos que estamos a fazer o bem para os nossos filhos. Claro que estava nervosa, aflita e super preocupada, mas se me dissessem, há dois anos atrás que eu iria passar por tudo isto (principalmente a cirurgia em Janeiro), eu julgava que não iria suportar. Mas por eles nós conseguimos tudo e descobrimos que temos muita força...e temos mesmo de ter.
Se eu nunca tivesse passado por uma situação destas, e lesse estes posts, também diria, como vocês, que não aguentaria. Eu espero que nunca tenham de passar por nada semelhante, mas caso isso aconteça, não pensem que são fracas e que o mundo lhes cai em cima. Nós passamos a ser pessoas diferentes quando nos tornamos mães, muito mais fortes...e é por isso que a maternidade é algo tão especial. E fiquemos por aqui que as lágrimas já espreitam...não que elas sejam proibidas, por vezes até nos fazem bem,...mas é preferível sorrir para a vida, é muito mais saudável!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mais uma fase superada

Os últimos 5 dias mais pareceram 5 meses, tal a correria e o cansaço por que passámos.


Mas o importante é que a cirurgia correu melhor do que esperávamos e a Leonor encontra-se muito bem.

Comecemos pelo início...

4ª feira a Leonor acordou um pouco entupida e ficámos aflitos, pois constipada não poderia ser operada. Mas como não parecia ser grande coisa, 5ª feira fomos para o hospital e antes do internamento informámos que ela estava um pouco constipadita. Foi vista por uma médica que nos disse para ficarmos porque se ela não piorasse poderia ser operada já que era uma cirurgia simples. Esperámos que arranjassem vaga e ao fim da tarde lá fomos encaminhados para o quarto. Desta vez, ficámos num outro serviço (outra sala) e constatámos a existência de muitas diferenças. O outro onde estivemos em Janeiro era muito melhor, as enfermeiras mais atenciosas, responsáveis,...felizmente agora só lá ficámos 1 dia!

A Leonor jantou muito bem e não estranhou a "comida de hospital". Parecia adivinhar que no dia seguinte ia passar algum tempo sem comer... Mais tarde, já sozinhas no hospital porque o pai teve de sair, dei-lhe banho, um biberão de leite e adormeci-a. E para quem tem o sono leve até dormiu bem: só acordou 2 vezes, mas peguei nela e ela voltou logo a adormecer. Eu é que só devo ter dormido 2 horas...é complicado conseguir descansar num cadeirão e a ouvir choros de outras crianças e enfermeiras e auxiliares a falar alto no corredor...

No dia seguinte, 6ª feira, ainda a Leonor estava a dormir (desta vez em cima de mim no cadeirão), quando a vieram chamar para ir para o bloco. Fiquei surpreendida por ser tão cedo, pois disseram-me que ela seria a terceira a ser operada; mas tinham-se enganado e ela era primeira. Fiquei muito contente pois sabia que ela iria acordar cheia de fome e não poderia comer nada. Assim, nem teve tempo de sentir fome. Coloquei-a na maca para irmos para o bloco, mas claro que ela não quis lá ficar e então foi ao meu colo enquanto o maqueiro trazia a maca vazia atrás de nós. Lá despedi-me dela com um beijinho apressado e dei-a a uma enfermeira que a levou para dentro...fiquei a ouvi-la choramingar!...

Como foi mais cedo do que estávamos à espera, o pai ainda nem tinha chegado ao hospital e não a viu antes dela ir para o bloco. Liguei-lhe e ele disse-me que estava mesmo a chegar. Eu precisava mesmo que ele estivesse ali comigo, sentia-me tão desamparada ali sózinha... Quando chegou contei-lhe a nossa noite e início de manhã e depois fui comer. Nem me apetecia, mas sabia que a cirurgia demoraria pouco tempo e depois a Leonor precisaria de mim a tempo inteiro. Mas nem tive tempo de começar a comer: o pai chamou-me logo dizendo que já tinha terminado e que era melhor ser eu a ir ter com ela à sala de recobro, pois acalma-se melhor comigo. Quando cheguei ao pé dela ainda estava a dormir! Na outra cirurgia já estava a chorar quando fui ter com ela, mas como esta só durou uns 20 minutos no máximo, o efeito da anestesia ainda não tinha passado e tive de esperar uns 20 minutos até que a enfermeira fosse lá e a acordasse à força!

Acordou um pouco sobressaltada, mas estava calma. Olhou para mim e muito triste disse: mamã = mãe, dá-me colinho. Não consegui evitar que as lágrimas me caíssem...mas esbocei logo um sorriso e disse-lhe que a mamã já lhe dava colo, que agora tinha de ficar quietinha e que ficaria ali a brincar com ela!

Passados uns 10 minutos fomos para o quarto e aqui tive de lhe pegar pois não parava de chorar. Mas não a podia levantar e ela continuava zangada por estar deitada no colo, coisa que sempre detestou. Mais tarde, após algumas lutas com as enfermeiras que tentavam tratar dela, lá consegui adormecê-la e dormiu quase duas horas. Depois bebeu um biberão cheio de leite e não ficou mal-disposta como poderia acontecer; se lhe dessem tinha comido muito mais! E já tinha apetite para brincar e rir connosco. Ficámos muito contentes e orgulhosos por termos uma menina tão forte!

Mas o resto da tarde foi um pouco mais complicado. A Leonor só queria estar no meu colo, até aqui bastante compreensível, mas mesmo assim não estava bem e choramingava. Quando alguém tentava fazer-lhe alguma coisa começava a chorar desenfreadamente (há já algum tempo que a Leonor começou a ter aversão a batas: quando vê alguém com uma bata a meter-se com ela começa a berrar e temos de ser 3 ou 4 pessoas a agarrá-la para conseguirem fazer alguma coisa; até a colocação da pulseira de identidade no braço foi uma autêntica aventura). Ainda conseguiu dormir mais uma boa soneca, lanchou bem, mas via-se que não estava bem, estava muito rabugenta. Falámos com a enfermeira e ela disse que poderiam ser dores, que ia ver a que horas lhe tinham dado benuron. Bem, aí ficámos revoltados. Só lhe tinham dado benuron às 9 da manhã e já eram quase 6 da tarde...claro que tinha razão para ter dores, muito bem se portava ela. Coloquei-lhe um supositório e preparámo-nos para sair do hospital. A cirurgia tinha corrido bem e a Leonor teve alta no próprio dia e não no dia seguinte como previsto (ah, e também não saiu do bloco com o olhinho tapado como nos disseram que iria sair). A enfermeira deu-nos várias indicações e saímos do hospital já era noite.


Vou parar por aqui mas depois conto como foram os dias seguintes. Vim aqui num instantinho só para dizer que está tudo bem com a Leonor.

Obrigado a todos pelas mensagens de força!