quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo



Esta noite um Ano Novo vai chegar a esta estação. Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro. Procure um lugar próximo à janela, desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem. Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir. Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem. Desdobre o mapa e planeie roteiros. Preste atenção em cada ponto de parada e fique atento ao apito da partida. E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite. Desembarque nela os seus sonhos...
Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano 2009 seja de PRIMEIRA CLASSE.
Boas entradas!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O Natal e 17 meses

O nosso Natal foi muito semelhante aos anteriores. Passámos a noite de 24 na casa dos meus pais e almoçámos no dia 25 na casa dos meus sogros: tentamos estar sempre com toda a família alternadamente.
Dia 24 acordámos cedo, fomos fazer algumas compras, almoçámos e adormeci a Leonor. Queria que ela dormisse uma boa sesta para estar bem-disposta à noite mas, como sempre, ela trocou-me as voltas, dormiu menos de uma hora e à noite já ninguém a aguentava com o sono. Por isso, decidimos começar a abrir as prendas às 10.30 da noite. Vesti o fato de Pai Natal à Leonor e fomos a casa dos meus sogros levar e receber as prendas. Ninguém sabia que ela tinha um fato e ficaram muito surpreendidos. Mas nem com o fato ela despertou, estava mesmo ensonada e nem ligou muito aos presentes. Voltámos para casa dos meus pais e, pela primeira vez, começámos a abrir as prendas antes da meia-noite. As primeiras foram as da Leonor: acho que nesse dia bati o record de rasgar papel. A primeira prenda foi o triciclo (ver no post anterior) e aí ela despertou um bocadinho e começou a ajudar o pai a montá-lo. Desenbrulhei tudo à pressa e ela ainda se alegrou com outros brinquedos. Mas o sono era mais forte e fomos para casa. No dia seguinte acordou muito bem-disposta e pediu-me para ir à sala ver a àrvore de Natal como é hábito (estou para ver quando a desmanchar) e ficou maravilhada quando viu um monte de brinquedos espalhados...nem sabia para onde se virar, até dava gargalhadas de felicidade! É tão bom ver os seus olhinhos a brilhar!...
Eu também recebi muitas prendinhas e a maior, que também chegou embrulhada, foi uma máquina de secar roupa. Acabaram-se as cestas de roupa molhada, semi-molhada e semi-seca lá em casa. A minha mãe sabe melhor do que eu do que preciso...O meu marido também me deu um presente de grandes dimensões, um quadro, mas esse já lá está na parede por cima do sofá há algumas semanas. E a minha irmã deu-me um relógio que eu andava a procurar há décadas... Foi mais um Natal alegre, relaxante e de muitos exageros gastronómicos...que o próximo seja tão bom como este!

No sábado a Leonor fez 17 meses. Já está a caminhar a passos largos para o segundo aniversário. Já corre pela casa, repete tudo o que dizemos, entende tudo mas TUDO o que lhe dizemos e já faz tantas coisas novas... Mas hoje, por mais que me esforce, não consigo pensar em mais nada senão nas noites e na questão do adormecer ao colo que continua, cada vez mais, na ordem do dia.
Leonor, tu já tens DEZASSETE meses!
Esta noite, pela primeira vez, o pai teve de sair de casa com ela, de carro, às 2.30 da manhã para a conseguir adormecer. Eu não queria que chegasse a tanto, mas depois de uma noite em que só dormi duas horas, e outra que se adivinhava ainda pior, lá tive de ceder... e resultou!
Penso que a Leonor tem dentes a tentar romper e isso fá-la acordar várias vezes durante a noite. Até aqui, tudo normal. O pior é que só quer estar no colo, comigo e só comigo e eu de pé (sei que já repeti isto aqui várias vezes) e se a deito começa logo a chorar.
Não há costas, braços e, principalmente, cabeça que aguente isto!!! Não gosto particularmente de passas e nunca as como na passagem de ano. Mas este ano estou a pensar consideravelmente em comer passas e repetir sempre o mesmo desejo:
Quero que a Leonor aprenda a adormecer sózinha!
Não é pedir demais, pois não?

domingo, 28 de dezembro de 2008

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Pai Natal


Desde que a Leonor viu o Pai Natal ao vivo passou a adorá-lo! Agora delira sempre que o vê seja nas montras, em decorações, a subir pelas chaminés, na televisão,...e o mesmo se passa com a árvore de Natal!
Ontem o Pai Natal foi fazer uma visita à nossa terrinha e ela recebeu dois presentes e apesar de não lhe querer dar um beijinho teve direito a uma foto! Recebeu um boneco de neve de peluche e um CD de histórias infantis.
Hoje ainda vou ver se encontro um fatinho de Pai Natal para ela vestir amanhã, mas já não devo ter sorte!...
!!!Um Feliz Natal para todos!!!
Adenda: Consegui o fatinho de Pai Natal! Ainda havia no China Town. Acho que a Leonor vai adorar vesti-lo e distribuir os presentes com a ajuda da madrinha, o Pai Natal de serviço.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Porque é que não há eleições todos os anos?

Acabei de saber que vou ter direito a 3 dias e meio de tolerância: 24, 26, tarde de 31 e 2.

IIIIUUUUUUPIIIII

Alta

Sim, a Leonor também está crescida, mas a alta a que me refiro é a das consultas de rotina de neonatologia. Está tudo bem com ela e não há razão para continuar a ser seguida no hospital. Ontem foi a última vez que ela lá foi. Se nós quiséssemos ainda poderíamos continuar a ter consulta por mais uns tempos e assim não era necessário recorrer a pediatras privados...mas fica-nos muito mais económico e descansado ir a estes últimos pois não fazemos uma deslocação tão grande e não perdemos um dia inteiro!


Quanto à consulta de ontem, a Leonor até se portou muito bem! Ainda chorou um pouco mas não tanto como das últimas vezes. Penso que se deve ao facto de ter sido uma nova pediatra, muito simpática, a observá-la e não o que ela já conhecia que, apesar de também ser simpático, tem barba, algo que a Leonor não aprecia (só a do Pai Natal). Pesa 10.450kg, mede 78 cm de estatura e 48 cm de perímetro cefálico, mantém-se no percentil 50 e a pediatra repetiu várias vezes que ela é muito saudável e que está muito bem! Aconselhou-me a continuar com as massagens ao olho, mas referiu que eram mais eficientes durante o banho, algo que nunca me tinham dito mas que tem a sua lógica pois a pele está mais permeável!


Enquanto estivémos no hospital a Leonor distraiu-se com os brinquedos da salinha de actividades, mostrando preferência por uma esfregona. Lá em casa quer sempre brincar com a minha e ontem pôde lavar o chão à vontade com aquela mais adaptada ao seu tamanho.

Depois é que foram elas. Fomos a algumas lojas de rua e ela deliciou-se a ver Pais Natal e Árvores de Natal nas montras e só queria estar na rua; nas lojas mexia em tudo e queria era sair da loja. É totalmente impossível ver ou comprar alguma coisa quando ela está connosco...totalmente impossível. Resultado: a minha mãe não fez quase compras nenhumas.


Enquanto esperávamos que uma loja abrisse, fomos mostrar-lhe o carrocel e ela andou pela primeira vez e não teve medo. E andou logo duas vezes: como ela só queria estar na rua, a avó foi passear com ela até ao carrocel mais uma vez enquanto eu fiquei na Benetton e um senhor que não conhecemos mas que disse ter uma neta da mesma idade pagou-lhe mais uma viagem de carrocel. Sortuda!

No Continente também só queria andar no Noddy! E na secção de brinquedos? Queria tudo e mais alguma coisa! Fez 1001 birras!...as pessoas olhavam enternecidas pois sabiam que se deviam aos brinquedos e eu já não a via bem. Mas depois já tinha tanto sono que acabou por adormecer sentada no carrinho das compras e por sorte não caiu para o chão. Quem me dera que fosse sempre assim tão fácil adormecê-la! Mas depois no regresso a casa, que devido ao nevoeiro intenso demorou mais de duas horas, ela vinha super rabugenta, não adormeceu e eu tive de vir a cantar mais de metade do trajecto enquanto avançava a 50 km por hora sem ver um palmo à frente do nariz! Chegámos a casa às 10.30 da noite, mas pelo menos já fiz praticamente todas as compras de Natal! Mas hoje estou aqui cansadíssima!...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Aqui estou,


mas ainda com pouco tempo!

Nos últimos dois dias estive numa formação e amanhã também não venho trabalhar; vou com a Leonor à consulta no Hospital. Como ela nasceu com pouco peso e com lábio leporino, tem sido sempre acompanhada no hospital por um pediatra em consultas de neonatologia. Como a questão do lábio foi reencaminhada para o Hospital Dona Estefânia e como aumentou sempre bem de peso, o pediatra disse-nos que esta seria a última consulta, que lhe daria alta desta vez. Mas ele entretanto reformou-se e a consulta de amanhã vai ser com uma outra pediatra. Vamos ver o que ela acha!
E depois vamos às compras!!! O pai afinal não vai connosco, vai a avó, minha mãe, o que significa que temos mais tempo para compras (o pai satura-se logo do entra e sai em lojas). Vou ver se termino as compras de Natal. No fim-de-semana fomos ao shopping e já comprei algumas, talvez metade.
Ao contrário de todas as expectativas, a Leonor não chorou quando viu o Pai Natal. Ficou tão admirada com um Pai Natal a sério que acedeu logo a ir ao colo da Mãe Natal, o que me deixou estupefacta. Não se quis sentar no colo dele, mas ficou junto a ele, no colo da Mãe Natal, enquanto eu lhe tirava fotos com o telemóvel. Depois levou o dia a falar nele, a chamar por ele, a dizer que lhe queria fazer uma festinha,...e à noite foi difícil adormecê-la, estava ainda excitadíssima!
Deixou de saber andar...calma! Passou a correr! Agora anda sempre a correr de um lado para o outro, é engraçado vê-la dar passinhos apressados e pequeninos! E anda a treinar os saltos: ainda não consegue saltar de pés juntos, mas toma balanço e dá um mini-saltinho. Agora andamos sempre a incentivá-la a saltar (também é muito engraçado), mas já me estou a ver daqui a algum tempo a repreendê-la por andar sempre aos saltos.
Leonor, não saltes aí em cima,
Leonor, anda devagar,
Leonor, pára de correr,
Leonor, pára um segundo,
Leonor, tu cais,
Leonor, ...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

De passagem

Estamos muito bem, mas sem tempo.

Boa semana!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Adeus Narhinel!


A Leonor ainda não está totalmente recuperada, mas já não está nada entupida.

Mas nestes dias pôde dizer adeus a um dos seus grandes inimigos: o Narhinel.


Ela nunca gostou nada do aspirador nasal, mas agora, por mais que eu me esforçasse, já não conseguia aspirar-lhe o narizinho. Ela começava a barafustar, chorar, gritar, espernear, voltar a cabeça, e mesmo com a ajuda do pai era muito difícil enfiar-lhe aquilo no nariz.
Mas já não precisa dele. O pai ensinou-a a assoar-se e ela aprendeu logo. E assim é logo muito mais eficaz, manda logo tudo fora.
Vamos ver se não se esquece até à próxima constipação. Se se esquecer também é bom sinal: é porque já passou muito tempo!...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Hoje estou assim

...virada para a música!
Estas são duas das minhas canções preferidas: Imagine, de John Lennon e Your Song, de Elton John. Quem não gosta delas?
Quando as ouço, páro o que estou a fazer, fecho os olhos e interiorizo-as completamente! E faz tão bem sonhar um pouco...








terça-feira, 9 de dezembro de 2008

E já lá vão...

os feriados. Agora só no Natal!

Este fim-de-semana foi para descansar em casa Sábado e Segunda e para nos divertirmos no Domingo. Fomos ao baptizado e a Leonor, mais uma vez, divertiu-se a brincar com balões.

Como tem andado constipadinha tem dormido mais e decidimos que ela ficaria com a tia quando fomos à igreja assistir ao baptismo. Custou-me não a levar connosco, gosto que ela ande sempre agarrada a nós (ou nós a ela), mas pus de lado o egoísmo e foi muito melhor para ela que assim se livrou a alguma chuva e pôde descansar à vontade. Como a festa ficava a escassos metros da casa da tia, quando ela acordou fui logo buscá-la para ela almoçar connosco e assistir à animação infantil. Mas ela não gostou muito que o "coelhinho" se aproximasse dela e lhe dirigisse a palavra...começou a chorar muito aflita quando viu que aquele coelhinho tinha características humanas.
Mas lá se recompôs e partilhou o mesmo espaço com ele e com outros meninos e brincou com balões, bolas, pintou, arrumou os lápis que os outros meninos desarrumaram...depois dançou, comeu bolo...e no fim da noite já estava cheia de sono. Mas quando chegámos a casa o sono passou-lhe: constatámos que estava cansada da festa e do barulho e que tinha saudades de casa e do seu espaço. Lar doce lar!

É tão bom passar os dias inteiros com a Leonor e assistir às suas novas gracinhas e vocabulário. As suas palavras têm normalmente apenas uma sílaba, mas diz quase tudo o que ouve, mesmo quando não sabe do que se trata. Mas nota-se que tem muito interesse em aprender: fica muito atenta quando ouve palavras novas e esforça-se para as repetir.
Já sabe muitos dos sons dos animais, mas já pôe a sua imaginação a trabalhar. Quando lhe perguntamos como faz o pato, por exemplo, ela responde muito apressada pá-; voltamos a perguntar e ela lá responde com um sorriso quá-quá. Já gosta de brincar!
Também já aprendeu a gozar com a mãe e com o pai. Quando lhe pergunto se gosta da mãe, ela responde papá e ri-se; mas se insistimos lá responde gó-gó (gosto).
E por falar em pai e mãe, também nos faz muitas queixinhas. Se me zango com ela ou não a deixo fazer o que quer, vai logo ter com o pai e repete mamã, mamã; se se zanga com o pai vai ter comigo e diz papá-papá.

Estava previsto passarmos o dia de amanhã a 3, pois a Leonor tinha consulta atrasada dos 15 meses no Hospital e como este fica longe não iríamos trabalhar. Mas foi adiada para a semana...melhor assim, pois a próxima não tem feriados e assim nós fazemos um.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Um atrás de outro

...refiro-me a baptizados.
Este domingo tenho outro, mas felizmente agora não sou madrinha! Seria complicado baptizar dois afilhados num curto espaço de tempo...mas por agora não tenho mais nenhum afilhado...
Não comprámos praticamente roupa nenhuma, mas em compensação a prenda é a dobrar: o baptizado é duplo, de duas irmãs de 2 e 4 anos, salvo erro. E como tenho andado numa correria estes últimos dias, só hoje é que vou escolher e comprar os presentes. Aceitam-se (imploram-se) sugestões!

A Leonor ainda anda adoentada, agora com tosse e pieira. Como ela nunca tinha tido esta tosse, ontem liguei ao pediatra para perguntar se lhe devia dar algum xarope, mas ele disse-me para não dar nada. Se tiver febre colocar um supositório (mas ela não tem); colocar soro no nariz (já o fazia); fazer aerossóis se tiver tosse seca (eu comecei a fazer mesmo antes da tosse, faço-o logo que ela começa a entupir); e deixá-la ficar mais tempo no banho para respirar o vapor.
Há pediatras que receitam logo xaropes e antibióticos, mas este parece preferir os métodos naturais. Sinceramente, essa é a minha filosofia também e é muito raro tomar um medicamento. Mas no que toca à Leonor, tenho sempre receio que ela esteja a sofrer desnecessariamente e se o mais indicado for tomar medicamentos, então tomará. Mas parece que o banhinho quente fez-lhe bem, ficou mais aliviada e, apesar da noite ter sido um pouco complicada, parecia respirar muito melhor. A ver vamos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Já piscam

as luzinhas da nossa Árvore de Natal!

Não esperámos pelo dia 1 e no sábado à noite perguntei à Leonor:
Queres ajudar a mãe a fazer a àrvore de Natal? E ela, muito entusiasmada como se soubesse do que se tratava, respondeu muito rapidamente: Ké-ké (quero, quero).
Pedi-lhe para arrumarmos primeiro a sala e para ela colocar os livros no lugar e ela obedeceu-me logo (arrumações é com ela...sai à mãe! O pai já diz que tá feito connosco, que tem de inverter esta tendência da Leonor, já que com a mãe já vai tarde!).
Ajudou-me a esticar os ramos da árvore e ficou encantada com os enfeites. Para começar em beleza, partiu logo duas bolas antes mesmo de as pendurar na árvore. E quando viu as luzinhas a piscar ficou boquiaberta! A árvore não é muito alta, pouco mais alta do que ela e também pendurámos um Pai Natal a subir uma corda no candeeiro da sala.
é a sua designação de árvore de Natal e igualmente de Pai Natal. Tive de colocar alguns brinquedos a tapar a passagem para a árvore pois as bolas atraíam-na e as figuras do mini-presépio também...quando vi já andava a brincar com o Menino Jesus; só depois constatei que ela tinha razão: Ele não deveria lá estar ainda, só depois do dia 25...

Quanto ao post anterior, acrescento aqui que ela não tem frio de noite como muitas de vós me alertaram e que agradeço. Ela é tão encalorada que dorme com um pijama mais frio que o meu, com cobertores mais finos que os meus e mesmo assim transpira!!! E é por isso que algumas vezes acorda! A noite de hoje já foi muito melhor, mas como está constipada passei uma hora, entre as 3.30h e as 4.30h, a tentar adormecê-la porque acordou com tosse.
Esta manhã, pela primeira vez, levei-a para a casa da tia ainda de pijama e a dormir. Tinha tanto sono que nem se mexia quando a tentei acordar. Como nas noites anteriores tinha dormido menos, hoje queria recuperar. Ao enfiá-la no carro e ao tirá-la acordou, mas consegui com que voltasse a adormecer na casa da tia. Realmente com este frio, quem é que quer sair da cama?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mais uma vez: as noites...

Como escrevi num post há alguns dias atrás, desde os 6 meses que a Leonor "teima" em agitar as nossas noites. E eu vou aguardando pacientemente que esta situação se altere e possamos dormir uma noite inteirinha descansada.
Pois no fim-de-semana deram-se algumas mudanças...mas para pior! A Leonor passou a acordar de meia em meia hora e lá ia eu, pegava-lhe, ela adormecia no meu colo, deitava-a...meia hora depois acordava outra vez. Eu gostava tanto que ela tivesse o considerado mau hábito de dormir com os pais,...pelo menos eu dormiria também, mas continua a só querer estar no meu colo e eu de pé!...
E como detesta estar tapada, sempre que acorda destapa-se e ontem acabou por se constipar. Resultado: esta foi outra noite difícil porque estava toda entupida!

Quando é que começas a adormecer sózinha, quando, quando, quando?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

1 de Dezembro

Há 2 anos atrás descobria que estavas a caminho.

Estava com um pequeno atraso de 4 dias, mas para mim 4 dias era muito tempo. Tinha pensado deixar passar o fim-de-semana de 3 dias (1 de Dezembro foi à 6ª feira) e só comprar o teste de gravidez na 2ª feira. Mas não resisti e na 5ª feira comprei-o. No dia seguinte o pai teve de sair cedo de casa, por volta das 7.30h, e eu esperei que ele saísse para me levantar e fazer o teste. Não lhe tinha dito nada, não queria dar azo a falsas esperanças, mas ele depois confessou-me que já estava à espera...Não andávamos a planear ter um filho naquele momento. Não que não o quiséssemos, mas não sabíamos se seria o momento certo. Mas também não andávamos a precaver-nos...
Até ao momento de fazer o teste não sabia o que pensar; não sabia se queria ter um filho naquela altura; mas nos minutos que antecederam a resposta afirmativa do teste, desejei muito que desse positivo...se tivesse dado negativo teria ficado muito muito triste!..
Passei o resto do dia com o pai mas não tive oportunidade de lhe contar ao longo do dia. Tive de me conter e esperar até à noite quando, finalmente, conseguimos estar sózinhos. Ele ficou muito contente e resolvemos contar à família só depois de fazer um teste no Centro de Saúde...dali a 4 dias!


Há 1 ano atrás passámos um dia bastante complicado!
Tu já mamavas com mais força e como só o fazias num lado, o mamilo começou a gretar. Nos últimos dias eu já gritava e encolhia-me toda sempre que mamavas.
Neste dia, sábado de manhã, pedi à avó para vir cá para casa ficar contigo e saí a correr para ir comprar tetinas antes que acordasses. Ia experimentar dar-te leite meu que tinha congelado; as dores da última mamada tinham sido tão fortes que eu sabia que se mamasses mais uma vez não chupavas leite, mas sim sangue.
Mas tu só tinhas bebido leitinho por um biberão nos primeiros minutos de vida e já não te recordavas como é que se bebia por um. Não conseguias chupar pelo biberão e eu não sabia se era por não conseguires sugar devido à fenda labial, se as tetinas não eram as mais apropriadas ou se era apenas falta de hábito. Experimentei outras tetinas, dei-te leite pelo biberão sem a tetina (tipo copo) e foi como tu ainda conseguiste beber alguma coisa. Mas entretanto o pouco leite que tinha congelado acabou-se (não que o tivesses bebido, mas ficou ensopado nos teus babetes), e tive de ir ao supermercado comprar leite artificial (Aptamil). Mas continuavas a chorar e a não beber nada. Às dúvidas anteriores juntava-se outra: será que ela não gosta deste leite?...Mas após várias tentativas, ao final da tarde, conseguiste beber uns 50 ml de leite pelo biberão e ficaste logo muito mais satisfeita. Tanto que começaste a preferir o biberão à mama (no dia seguinte já mamaste novamente: intercalavas a mama com o biberão.)...E ainda hoje fazes uma festa sempre que vês o thi-thi (leitinho).

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Fotos recentes

A Leonor a brincar com um balão no baptizado
Eu ainda em casa e sem o "casaco"

E mais umas botas novas




quinta-feira, 27 de novembro de 2008

16 meses

Esta noite, mais precisamente às 22.14h, a Leonor completa 16 meses!

Embora ainda seja uma bébé no que toca a adormecer, em tudo o resto já parece uma menininha:
come de TUDO,
já sabe brincar com bonecas,
dança até ficar tonta,
percebe tudo o que lhe pedimos para fazer,
já tem um rico vocabulário (a maioria é apenas constituído por uma sílaba)
identifica todos os familiares, todas as partes do corpo, todos os animais dos seus livros,
é uma vaidosa e adora mirar-se ao espelho e repetir Gó-gó (Leonor),
já tem 11 dentinhos (o último nasceu há 3 dias: o canino inferior direito),
adora ver fotografias,
...

E eu delicio-me a acompanhar as suas conquistas, as suas gracinhas,...ok, e as suas birras também!

Muitos Parabéns por mais um mês repleto de muitas alegrias!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mais dois desafios

Senti-me desafiada pela mãe da Tiz e vou responder aos seus dois desafios.

O primeiro consiste em enumerar 7 vícios:

1 - Fazer compras (estive tentada a repetir este vício nos restantes items)
2 - Mimar a Leonor
3 - Internet
4 - Blogs
5 - Café (não é bem vício, é mais um hábito)
6 - Conduzir (e ainda bem, senão estávamos mal)
7 - Descalçar-me quando estou de chinelos sentada à mesa (não consigo evitar).


E o segundo, e passo a citar:

"Usa as letras do teu primeiro nome, ou nick no blog, e por cada letra escolhe uma palavra que tenha um significado especial iniciada por cada uma delas e justifica brevemente a escolha de cada uma das palavras. Depois "posta" e desafia 5 pessoas à tua escolha enviando um comentário para que saibam que foram desafiadas."

Então cá vai:

M - Mãe: a minha, desde que sou mãe que lhe dou ainda mais valor; e eu, desde que o sou que me considero uma pessoa muito melhor.

A - Amor: palavras para quê? O sentimento mais puro.

R - Rir: que saudades da minha adolescência em que passava o tempo a rir. Ainda rio...mas não tanto como antes.

L - Leonor: a minha princesa.

E - Elegância: algo que admiro nos outros e tento conquistar.

N - Nélia: a minha única e querida irmã.

E - Enlace: sinónimo de casamento - um dos dias mais felizes da minha vida.


Como a minha lista de blogs é extensa não vou conseguir eleger uns em detrimento de outros.
Sintam-se também desafiadas e respondam. Faz-nos bem pensar nas coisas boas da vida: eu acabei com algumas lágrimas a querer espreitar...e eu até nem sou nada lamechas.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

E o espírito de Natal vai surgindo...

Por isso resolvi decorar a "casa".

Há algum tempo que ando a procurar uma cara nova, mas ainda não encontrei uma que me enchesse as medidas. Acho que me habituei a ver o blog sempre igual e agora se o mudo não parece o mesmo, não parece o meu.

Mas, por agora, até ao final da quadra natalícia, vai ficar assim. Se me conseguir habituar, então depois já posso procurar outro que goste e mudar novamente.
Não sei é se consigo...mas também já estou farta do outro.

Já deu para ver que sou mesmo muito esquisita, não já?

E também já notaram que gosto de cor-de rosa?

Desafio a dobrar

A mamã Muchi desafiou-me a referir aqui 7 coisas de que gosto. E são elas:

1 - Ver o sorriso da Leonor ao acordar, mesmo quando sou eu que a acordo e ela está com muito sono.

2 - Ouvir as gargalhadas melodiosas da Leonor.

3 - Brincar com a Leonor.

4- Receber abracinhos e beijinhos da Leonor.

5 - Ser mãe da Leonor.

6 - Ficar na cama a ouvir chover.

7 - Ouvir elogios (ultimamente prefiro ouvir os da Leonor).


Da Mamã e bébé e da Mar Gui recebi outro desafio:

- Escrever uma lista com 8 coisas que sonho;
- Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder;
- Comentar no blog dos(as) nossos(as) convidados(as) para que saibam da "convocatória".

Assim, a minha lista é a seguinte:

1 - Sonho que a Leonor tenha muita Saúde

2 - Sonho que a Leonor seja muito Feliz

3 - Sonho ter outro filho

4 - Sonho ter sempre a minha família por perto e com muita saúde

5 - Sonho viver para sempre com o meu marido

6 - Sonho ter uma casa maior

7 - Sonho conhecer as ilhas gregas

8 - Sonho ter muito sucesso profissional


Como já reparei que muitas de vocês já foram desafiadas, estes desafios são dirigidos a quem ainda não o foi. Se ainda não responderam, sintam-se desafiadas e aceitem-nos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O baptizado...

...correu muito bem!

Estava um dia bem quentinho e eu saí de casa com um vestido de alças e não tinha frio, pelo contrário, o sol queimava...não estou a exagerar!

Na igreja, a Margarida portou-se muito bem e deixava que lhe fizessem tudo...quando chegou a parte da água na cabeça não achou lá muita piada, mas não chorou.
A Leonor, contra todas as expectativas, também se portou muito bem. Esteve sempre sossegada ao colo do pai, da madrinha ou do avô e de quando em quando lá se ouvia um mamã, (avô) ou gui-gui (Margarida). Portou-se lindamente.

A festa foi muito gira, o espaço muito acolhedor e bem decorado.
Os mais pequenos divertiram-se a brincar com os balões e a Leonor não foi excepção. Adorava atirá-los ao ar e gritava (golo); tentava segurar dois ao mesmo tempo e uma vez conseguiu; quando os balões rebentavam ela não se assustava (o mesmo não aconteceu comigo) e corria logo para apanhar outro; e quando os outros meninos mais velhos (ela era a mais pequenina) lhe tiravam o balão, ela não se zangava e ia logo procurar outro.

Dormiu muito pouco durante o dia e andou sempre bem-disposta. À noite, no carro, julguei que ela adormecesse logo. Mas a excitação era tanta que começou a relembrar em voz alta tudo o que se passou durante o dia e só adormeceu minutos antes de chegarmos a casa, acordando logo quando sentiu o carro parar.

Ontem foi um dia para descansar e dormir. Acordámos todos por volta das 11 horas, a Leonor dormiu uma bela sesta e só não dormiu mais porque ouviu barulho, deitámo-nos cedo e hoje custou-nos levantar.

Depois publico fotos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Dia de Verão!

É o que espero que esteja amanhã!

É o dia do Baptizado da Margarida, a minha afilhada que completou ontem 3 aninhos e estava tão murchinha...espero que amanhã já esteja melhor!

E eu, como madrinha, vou levar um vestidinho de alças com uma écharpe tipo casaco.
Não sou nada friorenta, mas se estiver um dia como o de hoje vou bater o queixo, ah vou vou!

A minha salvação está na Leonor.
Como não pára quieta um segundo, vou andar a correr atrás dela e assim aqueço!!!
Os meus sapatos é que não ajudam, não são assim muito adequados para grandes correrias...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

É só o que tenho a fazer:

Levantar as mãos aos céus e agradecer.

Quando percorro a minha lista de blogs que costumo visitar habitualmente, constato que 95% das famílias estão doentes! Começa nos pequenos e depois passa para a mãe, podendo mesmo alastrar-se a outros membros familiares!

Felizmente aqui por casa está tudo bem!
É certo que já passámos por uma gastroenterite que atingiu 7 pessoas, mas comparando com outros casos da blogosfera, não foi muito grave e recuperámos todos bem depressa.

E constipações, nem vê-las! Nesta altura no ano costumam ser muito frequentes, principalmente nas crianças, mas por aqui elas ainda não passaram (Até parece que estou a convidá-las a aparecer cá por casa...longe disso!...)

Esquecendo as duas cirurgias a que a Leonor já foi submetida, as quais nada têm a ver com o assunto, ela aparenta ser uma criança bastante saudável! Não quero dizer que as crianças constipadas ou com outras doenças do género não o sejam, pelo contrário. Dizem que a criança tem de adoecer para os anticorpos entrarem em contacto com os vírus para os conhecer e assim encontrar uma forma de os destruir. Pronto, com esta tese já não posso afirmar que a Leonor é saudável...se não ganha anticorpos agora...depois vem tudo junto.

Tanto eu como o pai sempre fomos muito saudáveis. Nunca fomos hospitalizados, não temos qualquer tipo de patologia ou alergia e raramente nos constipamos.
O pai constipa-se uma vez ou duas por ano, mas a constipação (a qual não chega bem a acontecer) consiste apenas em febre e consequente sonolência: dois dias a dormir e fica pronto para outra.
Eu sempre tive uma média de uma constipação por cada dois anos, e nunca me lembro de ir à cama. Gripe: não sei o que é!

Hereditariamente, a Leonor não tem "motivos" para adoecer ou simplesmente se constipar. Mas como estes vírus são tão frequentes, julguei que ela não se escapasse (sim, eu sei que o inverno mal começou), mas desde que nasceu ainda só se constipou umas 3 ou 4 vezes, mas nada de mais. Começa por não conseguir dormir bem numa noite, faço-lhe aerossóis, aspiro-lhe o nariz e na noite seguinte já dorme um pouco melhor. A vez que demorou mais tempo a passar foi aos 6 meses, após sair do hospital: como esteve lá uma semana sempre com o ar condicionado a uma temperatura elevada (quente!!), o organismo habituou-se e depois custou a aceitar o frio da nossa casa.
Tosse continuada julgo que ainda só teve uma vez.

Tem a vantagem de não estar numa creche e assim não ser contagiada pelos vírus de outras crianças. Mas quantas crianças adoecem não estando numa creche?

Eu sei que este post pode parecer perigoso! Às vezes mais vale estarmos calados!...
Pensei bem antes de o escrever. Mas se vocês enchem os blogs com doenças e mais doenças, eu faço o quê? Falo de doenças também! Lol.

Brincadeiras à parte:
Desejo as melhoras a todos os que estão adoentados!
Muita força para todas as mães e pais nestas alturas. A Leonor não está doente e mesmo assim acorda todas as noites e eu ando super cansada. Ela acorda com alguma coisa que a incomoda (às vezes com dores de barriga passageiras, outras com sonhos ou pesadelos) e depois, mesmo não conseguindo abrir os olhos, não consegue adormecer sózinha e tenho de lhe pegar ao colo. Se ela andasse sempre doente não sei como seria...
Por isto, imagino o quão cansadas e debilitadas andam vocês, além da preocupação com as maleitas dos vossos filhos.

E fico-me por aqui, acho que basta de falar de doenças.
TOC, TOC, TOC: pelo sim, pelo não bato três vezes na madeira, não vá alguma estar à espreita e assim foge amedrontada.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Calçado

Com muito tempo de atraso apresento algum calçado da Leonor:


Estes ténis da Adidas comprei-lhe a 15 de Setembro mas como lhe ficavam
um pouco grandes só os começou a calçar há alguns dias.

As botas da Chicco são estas que a madrinha lhe ofereceu mas que ainda lhe ficam
enormes...só espero que lhe sirvam ainda durante o Inverno!









E estas são as tais botas de cano alto que comprei na Zippy.
Elas tinham uma fitinha no topo para fazer um laçarote...mas
de tanto a Leonor desatar acabaram por sair e não voltei
a colocá-las!








Mamã, mamã,...


Até aos 6 meses a Leonor dormia a noite inteira.

Eu agradecia por ela não ser daqueles bébes que gostam de fazer noitadas. Levava horas para a adormecer, mas depois passávamos uma noite tranquila.


Mas a partir dos 6 meses as coisas complicaram-se. Passou a acordar a chorar várias vezes durante a noite e só adormece quando a tiro da cama e a adormeço ao colo. Logo, atribuí esta mudança nos padrões de sono à mobilidade: com 6 meses ela já só queria andar no chão, com a nossa ajuda, claro está. Depois foi atribuída ao rompimento dos dentes, ao calor, a cólicas,...enfim! Por esta ou aquela razão, o certo é que é raro a Leonor dormir uma noite inteira sem acordar pelo menos uma vez a chorar.


Mas há 3 noites que eu acordo a ouvir: mamã, mamã. A Leonor anda às voltas na cama e como não consegue adormecer sózinha, chama-me para eu lhe pegar e ela voltar a adormecer.

Embora custe ter de sair da cama com este frio, é preferível acordar ao som das suas palavras do que com um choro repentino. Parece que até custa menos!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sem espírito...


Ando sempre a queixar-me que o tempo passa muito rápido mas este ano não me importava nada de saltar o mês de Dezembro. Podíamos passar automaticamente do dia 9 de Dezembro (isto para aproveitar os feriados) para o dia 1 de Janeiro!


Normalmente gosto muito desta época do ano, do Natal! Gosto de estar com a família e até de oferecer prendas, gosto de escolher esta para aquele e aquela para o outro! Mas só ofereço aos familiares e amigos mais chegados...e mesmo assim não posso verificar o saldo, senão nem eles receberiam...

Mas este ano não estou com o mínimo espírito natalício! Ainda não comprei uma prenda, o que não é normal em mim que começo a comprar sempre muito cedo, logo em Outubro!


Pode ser que isto me passe e daqui a dias já ande eufórica a escolher presentes de Natal!...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Há sempre uma primeira vez...


Hoje deixei a Leonor na casa da tia a chorar e a repetir: mamã-mamã-mamã.

Normalmente fica sempre contente quando chegamos e ela vê a tia. Antes eu tirava-a do carro e ela não me ligava mais, a tia dizia-lhe para ela me dizer adeus mas ela nem queria; nos últimos tempos já ficava muito séria a olhar para mim, sem achar piada por eu me ir embora sem ela e fazia-me adeus. E hoje começou a chorar quando eu a tirei do carro e a entreguei à tia. Voltei a pegar-lhe para ela se acalmar, mas como já estava em cima da hora (como sempre) a tia pegou-lhe e foi para as traseiras procurar a gata...e eu saí enquanto a ouvia chorar cada vez mais alto!


Esta reacção é perfeitamente normal nesta fase; a separação começa a ser mais difícil nesta idade. Mas assim custa mais! Espero que tenha sido um dia sem exemplo!

Adenda: Felizmente a choradeira passou logo... Foi mesmo pela despedida apressada. Tenho de começar a sair de casa mais cedo para nos despedirmos com calma. Ela gosta muito de ficar com a tia...mas esta ficou logo triste com a cena da Leonor, a pensar que ela já não gostava dela!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

As minhas primeiras botas de cano alto

Na 6ª feira comprei umas botas da Zippy para a Leonor.

Costumo comprar muita roupa para a Leonor desta marca, mas sapatos confesso que nunca comprei por julgar que não tinham grande qualidade. Mas quando entrei na loja e reparei que o calçado estava todo com um desconto de 50% não consegui ficar indiferente. Observei-o todo com atenção e reparei numas botinhas azuis, lisas, de cano alto (médio, pelo meio da perna). Encontrei o número da Leonor, o 21, e constatei que eram de pele muito macia, a sola anti-derrapante e a palmilha muito confortável. Custavam 24.90€ se não estou em erro, e com o desconto ficaram por 12.45€. Levei-as, mas a contar que as devolveria após a Leonor as experimentar...continuava receosa quanto à sua qualidade.

Quando cheguei a casa, calcei-lhe logo as botas e pu-la no chão. Ela aparentava ter dificuldade em andar! Mas depois reparei que essa dificuldade se devia ao cano alto por não estar habituada; minutos depois já andava naturalmente. Andou o fim-de-semana sempre com as botas e estas, de tão macias, adaptaram-se logo ao seu pézinho na zona do tornozelo.
Cada vez gosto mais das botas, de a ver com elas, já parece uma menininha, e assim anda mais aconchegada e preparada para o frio. E quando lhe perguntamos pelas botas novas, aponta logo para elas toda contente.

Já encontrei as botas na net mas não estão bem visíveis; se puder coloco aqui uma foto delas...mas a net em casa anda com alguns problemas...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Sexta-feira


Dizia que esta semana nunca mais chegava ao fim...foi uma semana tão comprida!

ele foi levar o carro à oficina e desembolsar uma fortuna;

ele foi levar o carro à inspecção pela primeira vez...e claro que estava tudo bem...com o que gastei só tinha mesmo de estar, senão estávamos mal;

ele foi a entrevista para o tal concurso para o qual fiz a prova quando a Leonor foi operada, lembram-se? Tive 17 valores na prova, nada mau para um dia tão cansativo. Agora a entrevista até correu bem...esperemos pelos resultados;

ele foi a procura de mais roupa e acessórios para o baptizado da Margarida...e ainda não terminou...

Resultado: tenho chegado a casa todos os dias às tantas...e a Leonor à minha espera irrequieta porque já é de noite e a mãe não aparece!


Estamos mesmo a merecer um fim-de-semana calminho para descansar! E sabem o que me apetece fazer? Não, não é passear; por incrível que pareça, porque eu não sou nada destas coisas, está a apetecer-me fazer umas sobremesas doces, tipo pudins e bolos...mas nada que vá deitar por terra a minha dieta! Até já estou com água na boca...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eu já enviei

Carta ao Pai NatalCarta ao Pai Natal de Leonor

Saudades

Normalmente quando chego a casa da tia, onde a Leonor fica todos os dias, ela esboça um grande sorriso, por vezes gargalhadas, mas depois foge de mim, na brincadeira, e vai agarrar-se à tia. Depois lá me vem dar um abraço e um beijinho, mas por ela continuaria lá a brincar com a tia.

Ontem cheguei a casa muito mais tarde por questões profissionais e ela deu-me tantos abraços e beijinhos quando me viu!!! A tia diz que ela já sabe a hora a que eu costumo chegar e que se me atraso ela começa a ficar irrequieta e só quer ir para a porta. Depois quando lhe disse que íamos embora, deu-me logo a mão e dirigiu-se muito apressada para o carro: feito inédito!

Fico contente de saber que ela gosta de ficar com a tia, que não sente a minha falta durante o dia (às vezes lá diz mamã, mas é raro),...mas é tão bom receber estes miminhos!...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Temperaturas

Isto de tentar adivinhar as temperaturas de uma criança não é tarefa fácil.

A Leonor é muito encalorada e de verão sei que o mínimo de roupa vestida é o essencial...mesmo assim ela transpira por todo o lado. Mas o caso muda de figura quando começa a arrefecer!...
Não sei até que ponto ela pode ter frio ou calor, tenho de andar sempre a vigiar, tiro casaco, visto casaco, sinto-lhe as mãos, observo-lhe as bochechas rosadas, toco-lhe nos pés...

Pois bem, neste fim-de-semana a Leonor disse-me por duas vezes que queria despir o casaco. Estava na sala, eu na cozinha, vai até ao pé de mim, puxa o casaco e diz: ti-ti. Tirei-lhe o casaco e reparei que estava quentinha, pois andava a correr pela casa.
Assim é logo outra coisa: ela já me dá uma ajuda neste quebra-cabeças das temperaturas.

O mesmo se passa durante a noite: de verão dormia sempre destapada (ela é que se destapava) e nunca arrefecia...agora não sei se a devo tapar com 1 ou 2 cobertores. Julgo que ela não tem tido frio, pois acorda sempre quentinha, mas também não deve sentir calor porque não se tem destapado. Eu a pensar que iria ser difícil ela não se constipar por se destapar sempre, até comprei um saco para ela dormir,...mas com o frio que está não lhe apetece tirar o cobertor de cima! Brrrrrrrr

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Bolinho, bolinho

Por aqui não se liga muito (ou quase nada) ao Halloween.
A tradição, no dia 1 de Novembro, é ir ao bolinho bolinho logo pela manhã. Deve ser semelhante ao que nalguns locais designam de Pão de Deus. Os miúdos levam uma sacola feita exactamente para este dia e vão de porta em porta a repetir: Bolinho Bolinho, cá para dentro do meu saquinho!
Eu ainda me recordo muito bem quando o fazia: adorava voltar para casa com o saco cheio!

A Leonor este ano também foi bater a algumas portas e recebeu muitas broas de milho, doces e dinheiro.
Adorou as broas (ainda está para ser criado o primeiro alimento que ela rejeite) e gostou da ideia de lhe enfiarem dinheiro nos bolsos. À noite, viu algumas moedas em cima do frigorífico do avô, pediu-lhas e meteu-as no bolso. Pensámos que ela depois as tirava e brincava com elas, podendo ser perigoso; mas não lhes mexia, mesmo quando lhe perguntávamos onde estava, ela dizia que estava ali e não tirava as moedas...já quer amealhar. Depois em casa, com a ajuda do pai, enfiou as notas e moedas dentro do seu mealheiro!

Ontem à noite lá fomos ver o nosso Benfica e a Leonor já vibra com os golos: levanta os bracinhos no ar e bate na nossa mão quando dizemos: dá cá mais 5!

O pior do fim-de-semana é que nos deitamos sempre mais tarde e na segunda de manhã custa-nos sair da cama! E esta semana vai ser tão comprida...a agenda anda sobrecarregada...!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Tal como previra...

foi uma consulta complicada. A Leonor chorou SEMPRE!
Começou quando a coloquei na maca para a despir e só parou quando saímos da sala. Nunca a tinha visto com os olhos tão inchados e vermelhos de tanto chorar...

Mas o mais importante é que está tudo bem...pelo menos no que o médico conseguiu observar. Só conseguiu pesá-la, medi-la e observar-lhe a nuca...mais nada. Tentou auscultá-la, mas sem sucesso; nem com os brinquedos que lhe mostrou ela se acalmou.
Pesa 10.300 kg (percentil 50) e mede 77 cm de estatura (percentil 50) e 47 de perímetro cefálico (percentil 75). Pela primeira vez numa consulta, foi pesada na balança de adultos e não na de bébés; logo pensei que ela não pesasse tanto, que aquela balança não era tão fiável, mas em casa também a pesámos e o peso correspondia...com o que ela anda a comer, não era para menos.

No final da consulta ainda teve de levar duas picas e foi um tormento...fazia tanta força para a soltarmos (detesta estar agarrada) que eu quase que a deixava cair do meu colo. Em casa coloquei-lhe um benuron para prevenir possíveis dores e não me apercebi que as tivesse tido ou que ficasse com febre: dormiu a noite toda!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Dia de pica


Hoje a Leonor tem a consulta dos 15 meses no Centro de Saúde.


Não é uma consulta tão rigorosa como a do pediatra, mas como não é pesada e medida há algum tempo e, principalmente, tem de levar uma vacina, lá vamos nós.

Sei que vai haver choradeira das grandes quando ela avistar médico e enfermeiras...já me está a custar. Nos primeiros meses de vida, a Leonor adorava as consultas, pois estava despida como ela tanto gostava. E quando levava vacinas só chorava mesmo quando sentia a pica e depois ficava logo bem-disposta. Agora é bem diferente...mas uma atitude normalíssima para a idade. E depois, com tantas consultas e 2 cirurgias é normal que já saiba ao que vai...compreendo-a perfeitamente.


Relativamente ao vestido para a Leonor para o baptizado da Margarida: já o encontrei. É muito simples, tal como eu gosto: rosa e sem mangas, tipo saia. E como é para 12 meses fica-lhe mesmo mesmo bom...o de 18 meses não havia, mas julgo que lhe ficaria grande. Só espero que ela não dê um grande esticão nas próximas 3 semanas...depois pode dar à vontade!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fios e colares


A Leonor adora-os!

Quando apanha algum coloca-o logo ao pescoço, pavoneia-se pela casa, mira-se ao espelho e dá-lhe beijinhos. Mas se encontra algo que se assemelhe a um fio também serve para colocar ao pescoço: no outro dia andava muito contente com o meu cinto e depois com a bolsa da máquina fotográfica que tem um grande cordão. Ontem quando cheguei à casa da tia, lá andava ela a brincar com colares que a tia tem para usar no Carnaval.

Mas ainda se me visse a andar sempre com fios ao pescoço...mas eu raramente uso. Gosto, mas esqueço-me e depois dela nascer é mesmo raro...já me partiu dois!

Parece que é mesmo tendência feminina!








terça-feira, 28 de outubro de 2008

Esquisitices

Devo ser mesmo muito esquisita!

Daqui a menos de um mês temos o baptizado da minha afilhada, a Margarida. E como madrinha gostava de ir vestida de acordo. Mas não encontro nada que me encha o olho, que eu possa dizer: ah, este vestido sim; é lindo.
E o mesmo se passa com a roupa da Leonor. Tinha pensado num vestido mais formal...mas nada. Só encontro vestidos de baptizado ou então muito práticos. Ontem comprei um conjunto da Chicco caríssimo que é engraçado, mas não o que eu pretendia. Ainda continuo à procura, mas se não encontrar o que pretendo terá de levar aquele. E ainda faltam os sapatos.
Não estou com disponibilidade para ir a centros comerciais (que ficam bem longe de casa) e nas lojas de rua não há nada...

Nestas ocasiões os homens é que têm sorte: um fato simples com uma camisa e gravata giras, e ficam muito elegantes.

Adenda: 23.16h-Caso resolvido: comprei o "vestido ideal" para mim e acho que a Leonor vai muito bem com o seu conjuntinho (calção, camisa e colete). Mas se encontrar outra coisa compro, pois é sempre mais seguro levar duas mudas de roupa para ela.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Os meus 15 meses!


Já estou tão crescida! A minha mãe olha para mim e pensa como é que o tempo passou tão rápido e eu já estou a ficar uma menina e a deixar de ser um bébé...pois claro que já não sou bébé!

Já ando há 3 meses e também já aprendi a correr; faço muitas vezes corridas de obstáculos mas ainda tenho de treinar mais um pouco. A minha mãe bem me diz para andar devagar...mas que graça é que isso tem? Tenho de gastar a energia que adquiro com os alimentos.

Por falar nisso, sabem que ando sempre atrás da minha mãe a pedir papa, pi (pão), ba (bolacha), bô (bolo), thithi (leitinho), etc? Ela passa-se com o que eu como, por vezes diz que não me dá mais nada para comer, mas depois tem pena de mim, pensa que se estou a pedir é porque tenho fome, e dá-me tudo o que lhe peço...mães! Eu não era assim, mas depois de ter estado doente e sem apetite, senti falta da papinha e agora não quero outra coisa: sou capaz de comer este mundo e o outro (expressão da minha mãe!).

Neste último mês aprendi muitas palavrinhas novas e os meus pais já não têm de tentar adivinhar o que eu quero: eu própria lhes digo. As palavras mais recentes são:
bó=embora
abô=acabou, avô
abó=avó
nhi=madrinha, joaninha, galinha (e tudo o que acabe em -inha)
mniiim=menino(a)
qué i=o que é isto?

Por vezes também repito o que os meus pais dizem, mesmo sem perceber o que é, mas eu quero é aprender... E já entendo TUDO o que me dizem, mas quando não me convém faço que não ouço...é um bom truque para poder continuar a fazer o que eu quero!

Gosto de ajudar a minha mãe nas tarefas domésticas e ajudo-a a fazer a cama, a deitar o lixo no balde (mas às vezes ela zanga-se comigo quando encontra lá alguns objectos que ela diz que não são lixo), a arrumar as gavetas: então sabem que ela tem tudo desarrumado e eu tenho de trocar tudo de sítio?...mas depois lá vai ela atrás de mim e volta a desarrumar! Mas que mania!

E também já aperfeiçoei muitas das minhas acções: já consigo enfiar o chapéu na cabeça (quando me dizem que vamos à rua vou logo buscá-lo e enfio-o na cabeça; assim já não têm desculpa para não sairmos de casa); já vou conseguindo comer sózinha com a colher, mas ainda preciso de mais uns treinos; e já consigo, mas isto já há algum tempo, abrir as portas e sair para a rua (isto quando a minha mãe se esquece de trancar as portas).

Adoro dar beijinhos e abraços à minha mãe e às vezes a outras pessoas que me estão bem próximas, mas ao meu pai não dou: gosto de brincar com ele e quando ele me pede beijinhos eu fujo dele e rio-me. Sou muito brincalhona! Adoro fugir, esconder-me e depois aparecer e dizer cu-cu. Quando faço isto tudo ao colo de alguém ainda melhor.

Tenho alguns Dvd's de músicas infantis e já as sei de cor. Gosto muito de as ouvir e dançar enquanto ando pela casa a brincar com os meus bonecos e com os da minha mãe (ela diz que não são bonecos, mas eu entendo-os como tal). Também já conheço de cor as páginas dos meus livros (tenho de pedir mais à minha mãe) e já sufoquei muitas vezes as minhas bonecas com tantos beijos e abraços...mas são tão fofinhas!

Adoro os animais, principalmente cães e gatos, talvez por ser os que vejo mais. Cá em casa só temos piu-pius (passarinhos) mas eles não me deixam tocar-lhes como faço ao cão do meu avô e à gata da minha tia.

Resumindo: sou uma criança FELIZ.
Sou amada por todos e quero dizer aqui que esse amor é recíproco. Tenho a sorte de conviver com toda a minha família mais próxima e gosto de todos, sem excepção...mas atenção: têm de continuar a deixar-me fazer tudo o que eu quero. Caso contrário eu bato o pé, faço fita e depois não pensem que me "compram" com o gato o cão ou outro animal qualquer, como tentam fazer sempre...
Combinado?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Marlene

Parabéns à pirralhamummy por ter acertado logo à primeira tentativa.
Não me identifiquei inicialmente porque não é dos nomes mais comuns...mas não é por o saberem que ficam a saber mais sobre mim...isto por mera precaução contra "mentes mais mesquinhas".

Agora invejem-se um pouco: o meu fim-de-semana vai ser XL. Aqui por estes lados é feriado na segunda-feira e eu vou poder passar o dia com a Leonor e assim festejar os seus 15 meses. Vamos passear as duas, vamos às compras. Só as duas...porque o pai não tem este feriado!

Bom fds de 2 dias para vocês!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ليونور

Este é o nome da Leonor em árabe!

E o meu é este:مارليني

Para quem não sabe o meu nome, desafio a tentar traduzi-lo.

Boa sorte!

Adenda: Ok, dou uma ajuda: a primeira sílaba do nome é mesmo Mar, tal como me identifico aqui.

Dentes


Ontem descobri o 10º dente da Leonor: o primeiro molar inferior esquerdo.


Embora um pouco atrasados, têm seguido a ordem habitual.


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tu estás mais magra!!!

Eis a frase que mais ouço ultimamente...e tenho adorado!

Pois é, finalmente consegui perder peso que se note.


O meu peso durante muitos anos centrou-se nos 58 kg e era o ideal porque se perdesse apenas dois ficava a parecer um esqueleto andante, tal como aconteceu no meu último ano de faculdade.

Quando comecei a trabalhar e a levar uma vida mais sedentária passei a pesar 60 kg e antes de engravidar já ia nos 62/63. Na gravidez aumentei 13 kg e após o parto fui perdendo peso gradualmente mas quando cheguei aos 65 kg estacionei e não passava daí.


Mas agora já desci para os 60 kg novamente. Ainda não cheguei ao meu peso ideal anterior, mas o nosso corpo também muda com a maternidade. Sei que se bebesse mais água e mandasse embora os líquidos que teimam em ficar e que me fazem andar sempre com os pés inchados, poderia chegar lá, mas sou tão preguiçosa para beber água, simplesmente esqueço-me.


Mas sinto-me muito bem assim. Não sei se esta perda de peso se deve aos últimos dias de stress por que passei. Se a eles se deve preferia ter mais 5 kg se a Leonor não tivesse sido operada. Mas já que teve de ser, pelo menos teve um benefício, já que os kg a mais não me faziam qualquer falta. Mas eu já vinha a perder peso antes...
Até já comecei a vestir roupa que tinha abandonado há muito tempo atrás...agora pensam que é nova!

Só há uma coisa que me preocupa:
O Natal está a chegar e os bombons vão começar a sorrir para mim.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Amamentação

Não, não é um tema actual aqui por estes lados, pois a Leonor já deixou a mama há muitos meses atrás.
Mas tenho lido muitos artigos e posts sobre este tema e há algum tempo atrás, quando li este post, pensei que sorte eu tive por não sofrido com a amamentação como acontece com muitas mães. Mas, mais tarde, no percurso da minha longa viagem para casa, reflecti: Espera; eu também sofri com a amamentação, mas foi um sofrimento precoce. Passo a explicar:

Como vocês sabem, ou talvez não, a Leonor nasceu com lábio leporino, uma fenda labial que atingia também o maxilar superior esquerdo. Eu fiquei a saber que ela tinha esta particularidade aos 5 meses de gravidez e, depois de muito ler e tomar conhecimento de outros casos semelhantes, fiquei a saber que na maior parte dos casos os bébés com lábio leporino não conseguem mamar.
Fiquei muito triste, como devem calcular! Eu sempre soube que iria ter leite (era um feeling), que iria ser suficiente, que queria amamentar (nunca tive qualquer dúvida), que a Leonor iria querer mamar logo...e que depois não iria conseguir!
Então comecei a informar-me sobre as alternativas possíveis. Soube que existiam umas tetinas da Chicco indicadas unicamente para estes bébés, mas só as encontrei numa farmácia porque as deixaram de fabricar, e comprei as 3 que tinham; li tudo o que encontrei sobre métodos de extracção de leite e sobre a sua conservação; tentei informar-me sobre os melhores leites artificiais, caso fosse necessário...
Mas não me conformava: sempre tive certezas quanto a amamentar os meus filhos, sempre o desejei! Queria criar-lhe muitas defesas através do meu leite, queria fortalecer os nossos laços nesses momentos únicos entre mãe e filho, queria que ela crescesse saudável e forte!...
Mas mesmo assim sentia-me tranquila e preparada para fazer o que fosse necessário, pois como escrevi no início do texto, só há pouco tempo me apercebi do meu sofrimento nesta altura.


No último mês de gravidez a minha tensão começou a subir e eu tive de começar a ser vigiada bem de perto pelo obstetra. Uma enfermeira disse-me que deveria ser por eu andar nervosa devido ao problema da Leonor e eu respondi-lhe que não, que me sentia muito bem, que sabia que iria correr tudo bem. Mas ela sabia que não era verdade, sabia-o melhor do que eu. Perguntava-lhe mil e uma coisas sobre a amamentação e outros casos que ela conhecia. Ela respondia-me, com toda a sua tranquilidade e doçura que lhe são características, para não me preocupar, que a Leonor poderia mamar normalmente, que cada caso é um caso, que os bébés que têm a fenda até ao palato é que é mais complicado e ela poderia não ter (nunca soube da gravidade até a Leonor nascer...mas no fundo sabia que não iria chegar ao palato, aí sim seria bem mais complicado), que depois dela nascer logo se via como iria ser. Mas eu queria estar preparada para tudo, não queria andar a comprar isto e aquilo após um parto e com um bébé nos braços cheio de fome...sentimentos de mãe de primeira viagem!


Mas ela tinha toda a razão!
Quando a Leonor nasceu disseram-me logo que não tinha fenda palatal e fiquei bastante aliviada. Como demorei duas horas na sala de recobro e ela não poderia estar lá comigo, deram-lhe biberão pois viram que estava cheia de fome: e ela bebeu com uma tetina normal como se sempre o tivesse feito. Fiquei muito feliz quando mo disseram, mas receosa que ela assim não pegasse na mama se conseguisse mamar, como acontece com muitos bébés quando se habituam logo ao biberão. Mais tarde, já no quarto, a Leonor começa a chorar e eu peço para a colocarem ao meu lado. Nem imaginam a minha felicidade quando vejo que apesar da má posição em que me encontrava por não me poder levantar, a Leonor começou a mamar! E no peito que ela depois rejeitou!... No dia seguinte apercebi-me que ela tinha preferência por um peito e só dias depois constatei que ela tinha mesmo dificuldades em mamar no outro. Como a boca não fechava totalmente, o poder de sucção ficava diminuído.
Tentámos colocá-la noutras posições, ao contrário, como se estivesse a mamar no outro peito, quase de pé, e durante o primeiro mês o pai ajudava-nos sempre durante a amamentação. Mas depois desistimos: vimos que ela ficava muito cansada, que engolia muito mais ar do que leite e depois bolçava muito e, no fim, acabava por mamar muito pouco daquele peito. Falei ao pediatra do receio que tinha dela mamar só num e ele respondeu-me que há muitos bébés a mamar só num peito, que este produz o leite necessário e que ele próprio, o pediatra, mamou só num peito até aos 2 anos e cresceu muito bem. E assim foi: a Leonor desenvolveu-se sempre muito bem e nunca mamou mais de 8, 10 minutos.

Aos 4 meses, como já mamava com mais força, o peito começou a ficar dolorido. Eu punha sempre muita pomada mas ele acabou por gretar e eu gritava enquanto ela mamava. Saí uma manhã e fui a correr comprar leite para ela beber quando acordasse. Sabia que já não aguentava as dores e que se ela mamasse mais uma vez não bebia leite, mas sangue.
Foi um dia muito preocupante porque ela não queria beber pelo biberão e eu não sabia se era por não estar habituada, se por não gostar das tetinas e experimentei várias, se por não gostar do leite ou ainda se por não conseguir beber pois na altura ainda não tinha sido operada. Dei-lhe leite por uma colher, pelo biberão sem a tetina, tipo copo, mas à noite ela já conseguiu beber pelo biberão: não estava era habituada ao biberão. A partir daqui comecei a alternar o biberão com a mama (esta entretanto melhorou por estar um dia a descansar), mas a Leonor começou a manifestar preferência pelo biberão. Mas fui sempre insistindo e ela mamava de manhã e à noite, mas não mais de 2 minutos.
A última vez que mamou foi a 22 de Janeiro, com quase 6 meses, nas vésperas da cirurgia ao lábio. Após esta ela não podia mesmo mamar para não forçar a boca e como eu já tinha pouco leite e ela não queria mamar, não o tirei e ele secou naturalmente. Ah, o outro peito nunca secou até esta altura mas também não produzia leite...e andava com um enorme e outro pequenino!

Deste modo, o fim da amamentação não foi um drama: para a Leonor deve ter sido um alívio, pois já preferia o outro leite mais forte e para mim também foi bom ver que ela não sentiu a falta da mama e que mamou quase 6 meses.

Resumo: tantos receios para nada...e ainda bem que assim foi!

P.S.: ando a esticar-me com os posts, eu sei. Prometo que vou ter mais cuidado, mas quando começo a escrever...



segunda-feira, 20 de outubro de 2008

E as férias terminaram...

...por este ano! Tinha deixado duas semanas para tirar quando a Leonor fosse operada...e já se passaram. Agora, férias só para o próximo ano!
Mas para dizer a verdade, estes dias de férias não tiveram quase nada! Mas passei o tempo todo com a Leonor...e por isso já valeu bem a pena!

A Leonor está muito bem, parece que não passou por nada. Mas há dois dias começou a ficar com o canto do olhinho vermelho: está "pisado" devido às massagens. Mas a partir de hoje já começo a fazer menos e pode ser que não a magoe tanto. Mas o que importa, embora me custe vê-la chorar tanto com as dores que lhe causo, é que parece estar tudo bem: as remelas nunca mais apareceram após a cirurgia, mas a lagriminha ainda subsistiu uns 3 ou 4 dias; mas agora também não tem aparecido.

Passámos os últimos dias em casa e a Leonor já estava saturada de estar entre 4 paredes. Mas tinha a minha casa a precisar de uma mãozinha...
Mas ontem, a convite dos meus pais, resolvemos sair para aproveitar o meu último (e único) dia de férias. Passámos a tarde aqui e divertimo-nos muuuito. A Leonor adorou ver os animais, brincou no parque infantil, quase adormeceu no safari e delirou quando entrou na loja: queria mexer em tudo...só náo pôde mesmo participar no rafting! Foi um dia diferente, muito divertido e bem passado...e principalmente, ao ar livre! Bem merecíamos!

Hoje já voltámos à rotina de acordar cedo...e custou tanto, principalmente porque a menina Leonor ontem lembrou-se de fazer serão e só adormeceu à 1.30h!

domingo, 19 de outubro de 2008

Mais um miminho

Este foi oferecido pela mãe da Madalena. Obrigada!
Desta vez não vou visitar-vos e oferecê-lo. Dedico-o a todas, todas, sem excepção.
Aceitem-no.

Que giros!





Estes dois miminhos foram oferecidos pela Sofia, mãe da Joana, a quem eu agradeço!

Segundo o segundo miminho, tenho de respeitar as seguintes regras:

“1. O vencedor recebe o prémio e poderá colocá-lo no seu blog;
2. Devemos fazer referência à pessoa que nos endereçou o miminho;
3. Enviar o mesmo prémio para 7 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração;
4. Deixar um comentário nos blogs seleccionadas permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou!”.

Vou desrespeitar a terceira regra. Vou entregar-vos directamente...
Mas como só posso entregar a 7 pessoas, quem os quiser levar esteja à vontade...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Pós-cirurgia stressante...

Continuemos...

Como não era aconselhável a Leonor fazer uma grande viagem após a cirurgia e também porque ela tinha consulta no hospital logo na 2ª feira de manhã, ficámos em Lisboa na casa da minha irmã que está lá a estudar.
Estávamos tão cansados que demos uma papinha à Leonor, jantámos um prato de cereais e tentámos descansar...mas não conseguimos. A Leonor acordava de hora a hora e era muito difícil adormecê-la. O máximo que dormiu foram duas horas e meia, mas apenas às 7 da manhã. Ela tinha muita tosse, a qual começou ainda no hospital antes da cirurgia, e nessa noite piorou bastante. Depois também estranhava a cama e a casa, além de poder ter algumas dores, embora eu lhe tivesse colocado outro supositório. Ela chorava, só queria o meu colo e eu já não conseguia aguentar-me de pé (tinha passado a noite anterior praticamente em branco e o dia sempre com a Leonor ao colo). Foi uma noite muito difícil para todos, porque ninguém conseguia dormir com o choro da Leonor.

O dia seguinte, sábado, não foi melhor! Comia bem, até brincava um pouco, mas continuava rabugenta. Só me dizia = vamos embora (no hospital tinha feito o mesmo) e notámos que ela estava saturada de estar sempre em casa, e numa que ela desconhecia. Mas estava um dia farrusco, por vezes chovia e não queríamos levá-la a passear porque estava com muita tosse e podia piorar; até pensámos que teríamos de ir com ela ao hospital. Mas ao fim da tarde o tempo melhorou, agasalhámo-la bem e saímos. Adorou ver os carros a passar na rua e delirou quando chegámos a um parque infantil onde estavam outros meninos. Parecia outra: era a nossa Leonor alegre e bem-disposta. Passeámos mais um pouco, fomos comprar o jantar e fomos para casa. Jantou muito bem e já não dizia que se queria ir embora. Entretanto adormeceu por volta das 9.30 da noite e eu aproveitei para ir estudar para a tal prova que teria de fazer na 2ª feira. Mas tinha tanto sono que não conseguia concentrar-me. À meia-noite fui deitar-me julgando que a Leonor iria dormir a noite toda, pois já havia 2.30h que estava a dormir. Mas acordou ainda antes de eu me deitar e pediu-me thithi = leitinho. Eu sabia que se lhe desse leite ela despertaria e não voltaria a adormecer tão cedo...mas se ela me pediu era porque tinha fome e, claro, dei-lho.
Como previsto depois não queria dormir e começou a dizer papapa. Não sabíamos o que ela queria: não era papa, não era papá; só no dia seguinte descobrimos que era parque; tinha gostado tanto de ir ao parque infantil que queria voltar lá. Eu não aguentava o sono e o cansaço e adormeci enquanto ela ficou a brincar com o pai e a madrinha. Costumo ter dificuldade em dormir com barulho ou até mesmo a luz acesa: nessa noite dormia profundamente enquanto a Leonor pulava literalmente por cima de mim e gritava ou chorava!... Por volta das 3.30 da manhã acordaram-me para ser eu a deitá-la na caminha porque não estavam a conseguir: ela acordava logo. Como já estou mais habituada, peguei nela, deitei-a e ela ficou a dormir...até às 9 h. da manhã. Finalmente dormimos várias horas seguidinhas...que bom!

Domingo acordou mais bem-disposta (e eu também!) e foi passear com o pai ao parque enquanto eu fiquei a estudar. Viu os carros, viu passarinhos, comeu um chupa. Voltou muito sorridente. Este já foi um dia normal, de muita brincadeira e boa-disposição. A tosse também já não era tão forte! À noite adormeceu por volta das 10.30 e eu fiquei a fazer serão a estudar até às 2.30. Acordou às 5.30 mas voltei a adormecê-la e uma hora depois acordámos para um dia bastaaaante stressante!...

2ª feira chegámos ao hospital ás 8.15h. A Leonor tinha consulta às 9h e queríamos ser os primeiros porque eu tinha de estar, sem falta, às 15h no Algarve. Se ela tivesse logo a consulta tínhamos bastante tempo...mas já sabemos que há sempre atrasos.
Ao falar com a administrativa fiquei a saber que o processo da Leonor ainda se encontrava no serviço onde ela esteve internada. Mas lá expliquei que tínhamos urgência e disseram-me que o iriam pedir, pois sem ele a médica não a poderia atender.
Às 9.20 chamaram a Leonor. Ficámos satisfeitos, ainda era cedo e assim teríamos tempo para a viagem. Enganámo-nos: a médica sabia que estávamos aflitos com o tempo e disse-nos para irmos pressionar as administrativas porque o processo ainda não tinha chegado. Após várias conversas e pedidos, ficámos a saber que tinham perdido o processo. Era só o que nos faltava...e o tempo a passar!
E o tempo a passar...e o tempo a passar. Fui falar com a médica e perguntei-lhe como ficava a situação se não encontrassem o processo. Observaria a Leonor ou teríamos de ir embora?; não iríamos ficar eternamente à espera do processo. Respondeu-me que tinha de ter o processo consigo e aconselhou-me a fazer uma reclamação por escrito, que aqueles casos estão sempre a acontecer...eu até fazia, era realmente essa a minha vontade, mas eu não tinha tempo, queria era sair dali logo. Nesse instante disseram-nos que já sabiam onde estava o processo, que estava no serviço e não no arquivo onde o estavam a procurar (dah, qualquer pessoa sabia isso, eu sabia isso, porque é que não me perguntaram, eu saberia responder e até o poderia ter ido buscar se fosse permitido). Mas nem imaginam o tempo que demoraram a trazê-lo: uma eternidade.

Ainda estava eu à espera do processo quando o meu marido, que tinha ido levar uns croissants para o carro para comermos na viagem, chega ao pé de mim todo alterado a dizer que tínhamos dois pneus em baixo. Aí fiquei sem chão: como poderíamos chegar a horas sem o nosso carro? Ainda se fosse só um dava para trocar, mas logo dois? Pensámos que alguém os teria furado. Mas ele foi ver melhor e constatou que estavam apenas vazios.

Finalmente trouxeram o processo e disseram-nos que tinham demorado porque ele ainda não estava montado. Queria lá saber disso, naquele momento não desculpava ninguém; se a médica estava ali, a Leonor também, por que carga de água estavamos ali a perder tempo devido a "simples" burocracias?
Felizmente estava tudo bem com a Leonor, o mais importante, e a médica observou-a em 5 minutos. Disse-nos para colocarmos umas gotas e uma pomada durante uma semana, para continuarmos com as massagens e para voltarmos lá em Janeiro.

Partimos do hospital eram 11 horas. Já não dava tempo para passar por casa e deixar a Leonor. Teríamos de ir directos ao Algarve e a Leonor aguentar esta viagem e depois a de regresso a casa. Parámos duas vezes, uma para encher os pneus e outra para mudar a fralda, colocar gotas e comermos mais alguma coisa, e chegámos 15 minutos antes do início da prova.
Entrei na sala toda stressada, tinha sido uma manhã sempre a correr e não me sentia preparada psicologicamente para uma prova tão complexa como aquela. Mas acalmei quando vi o enunciado. Era uma prova só de resposta com cruzinhas e embora pudesse ter o seu grau de dificuldade, achei-a bastante acessível e, no geral, acho que me correu muito bem. Pelo menos isso!

Saí uma hora e meia depois e a Leonor tinha acabado de acordar. Como tinha vindo acordada na viagem, só tendo adormecido na última meia hora, dormiu duas horas no carro. O pai estava cheio de fome, mas não a queria acordar. Almoçámos uma sopinha já passava das 5 da tarde. Depois fizémos a viagem para casa, jantámos e dormimos a noite toda nas nossas respectivas e saudosas caminhas.

Ah, descobri também neste dia que o pré-molar (e não o canino como aqui já tinha dito) já tinha rompido. Ainda mais essa para chatear a Leonor nestes dias!...

Parabéns se conseguiram ler o texto todo. Fiquem a saber que ainda omiti muita coisa.
Peço desculpa por não ter dado notícias mais cedo; até tive oportunidade, mas já sabia que se fosse à net, perdia-me por lá e o meu tempo era tão pouco que o aproveitava para estudar.
Já estive a visitar-vos, a ler as novidades, e adorei os vossos auto-retratos. Quando tiver mais tempo, também quero um.

Uma última palavra: para as mães que felizmente nunca passaram por uma cirurgia aos filhos, quero só dizer que, apesar de toda esta descrição atabalhoada, correu tudo muito bem. Nós vamos fazendo tudo por etapas e só pensamos que estamos a fazer o bem para os nossos filhos. Claro que estava nervosa, aflita e super preocupada, mas se me dissessem, há dois anos atrás que eu iria passar por tudo isto (principalmente a cirurgia em Janeiro), eu julgava que não iria suportar. Mas por eles nós conseguimos tudo e descobrimos que temos muita força...e temos mesmo de ter.
Se eu nunca tivesse passado por uma situação destas, e lesse estes posts, também diria, como vocês, que não aguentaria. Eu espero que nunca tenham de passar por nada semelhante, mas caso isso aconteça, não pensem que são fracas e que o mundo lhes cai em cima. Nós passamos a ser pessoas diferentes quando nos tornamos mães, muito mais fortes...e é por isso que a maternidade é algo tão especial. E fiquemos por aqui que as lágrimas já espreitam...não que elas sejam proibidas, por vezes até nos fazem bem,...mas é preferível sorrir para a vida, é muito mais saudável!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mais uma fase superada

Os últimos 5 dias mais pareceram 5 meses, tal a correria e o cansaço por que passámos.


Mas o importante é que a cirurgia correu melhor do que esperávamos e a Leonor encontra-se muito bem.

Comecemos pelo início...

4ª feira a Leonor acordou um pouco entupida e ficámos aflitos, pois constipada não poderia ser operada. Mas como não parecia ser grande coisa, 5ª feira fomos para o hospital e antes do internamento informámos que ela estava um pouco constipadita. Foi vista por uma médica que nos disse para ficarmos porque se ela não piorasse poderia ser operada já que era uma cirurgia simples. Esperámos que arranjassem vaga e ao fim da tarde lá fomos encaminhados para o quarto. Desta vez, ficámos num outro serviço (outra sala) e constatámos a existência de muitas diferenças. O outro onde estivemos em Janeiro era muito melhor, as enfermeiras mais atenciosas, responsáveis,...felizmente agora só lá ficámos 1 dia!

A Leonor jantou muito bem e não estranhou a "comida de hospital". Parecia adivinhar que no dia seguinte ia passar algum tempo sem comer... Mais tarde, já sozinhas no hospital porque o pai teve de sair, dei-lhe banho, um biberão de leite e adormeci-a. E para quem tem o sono leve até dormiu bem: só acordou 2 vezes, mas peguei nela e ela voltou logo a adormecer. Eu é que só devo ter dormido 2 horas...é complicado conseguir descansar num cadeirão e a ouvir choros de outras crianças e enfermeiras e auxiliares a falar alto no corredor...

No dia seguinte, 6ª feira, ainda a Leonor estava a dormir (desta vez em cima de mim no cadeirão), quando a vieram chamar para ir para o bloco. Fiquei surpreendida por ser tão cedo, pois disseram-me que ela seria a terceira a ser operada; mas tinham-se enganado e ela era primeira. Fiquei muito contente pois sabia que ela iria acordar cheia de fome e não poderia comer nada. Assim, nem teve tempo de sentir fome. Coloquei-a na maca para irmos para o bloco, mas claro que ela não quis lá ficar e então foi ao meu colo enquanto o maqueiro trazia a maca vazia atrás de nós. Lá despedi-me dela com um beijinho apressado e dei-a a uma enfermeira que a levou para dentro...fiquei a ouvi-la choramingar!...

Como foi mais cedo do que estávamos à espera, o pai ainda nem tinha chegado ao hospital e não a viu antes dela ir para o bloco. Liguei-lhe e ele disse-me que estava mesmo a chegar. Eu precisava mesmo que ele estivesse ali comigo, sentia-me tão desamparada ali sózinha... Quando chegou contei-lhe a nossa noite e início de manhã e depois fui comer. Nem me apetecia, mas sabia que a cirurgia demoraria pouco tempo e depois a Leonor precisaria de mim a tempo inteiro. Mas nem tive tempo de começar a comer: o pai chamou-me logo dizendo que já tinha terminado e que era melhor ser eu a ir ter com ela à sala de recobro, pois acalma-se melhor comigo. Quando cheguei ao pé dela ainda estava a dormir! Na outra cirurgia já estava a chorar quando fui ter com ela, mas como esta só durou uns 20 minutos no máximo, o efeito da anestesia ainda não tinha passado e tive de esperar uns 20 minutos até que a enfermeira fosse lá e a acordasse à força!

Acordou um pouco sobressaltada, mas estava calma. Olhou para mim e muito triste disse: mamã = mãe, dá-me colinho. Não consegui evitar que as lágrimas me caíssem...mas esbocei logo um sorriso e disse-lhe que a mamã já lhe dava colo, que agora tinha de ficar quietinha e que ficaria ali a brincar com ela!

Passados uns 10 minutos fomos para o quarto e aqui tive de lhe pegar pois não parava de chorar. Mas não a podia levantar e ela continuava zangada por estar deitada no colo, coisa que sempre detestou. Mais tarde, após algumas lutas com as enfermeiras que tentavam tratar dela, lá consegui adormecê-la e dormiu quase duas horas. Depois bebeu um biberão cheio de leite e não ficou mal-disposta como poderia acontecer; se lhe dessem tinha comido muito mais! E já tinha apetite para brincar e rir connosco. Ficámos muito contentes e orgulhosos por termos uma menina tão forte!

Mas o resto da tarde foi um pouco mais complicado. A Leonor só queria estar no meu colo, até aqui bastante compreensível, mas mesmo assim não estava bem e choramingava. Quando alguém tentava fazer-lhe alguma coisa começava a chorar desenfreadamente (há já algum tempo que a Leonor começou a ter aversão a batas: quando vê alguém com uma bata a meter-se com ela começa a berrar e temos de ser 3 ou 4 pessoas a agarrá-la para conseguirem fazer alguma coisa; até a colocação da pulseira de identidade no braço foi uma autêntica aventura). Ainda conseguiu dormir mais uma boa soneca, lanchou bem, mas via-se que não estava bem, estava muito rabugenta. Falámos com a enfermeira e ela disse que poderiam ser dores, que ia ver a que horas lhe tinham dado benuron. Bem, aí ficámos revoltados. Só lhe tinham dado benuron às 9 da manhã e já eram quase 6 da tarde...claro que tinha razão para ter dores, muito bem se portava ela. Coloquei-lhe um supositório e preparámo-nos para sair do hospital. A cirurgia tinha corrido bem e a Leonor teve alta no próprio dia e não no dia seguinte como previsto (ah, e também não saiu do bloco com o olhinho tapado como nos disseram que iria sair). A enfermeira deu-nos várias indicações e saímos do hospital já era noite.


Vou parar por aqui mas depois conto como foram os dias seguintes. Vim aqui num instantinho só para dizer que está tudo bem com a Leonor.

Obrigado a todos pelas mensagens de força!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Cirurgia

Pois é, tal como esperava a Leonor vai ser operada esta semana ao olhinho esquerdo para desobstruir o canal lacrimal.
Ontem foi um dia em cheio no Hospital. Tivemos a consulta de oftalmologia, a de anestesia e a Leonor ainda teve de tirar sangue novamente para novas análises. Chegámos a casa tão cansados...e 5ª feira temos de voltar para lá.


A Leonor vai ficar internada na quinta, é operada na sexta e se tudo correr bem sairá no sábado. Como tem consulta logo na segunda de manhã, passamos o fim-de-semana em Lisboa para podermos estar no hospital o mais cedo possível. Nesse dia à tarde tenho uma prova para um concurso no Algarve e não posso mesmo faltar: tenho de voar de Lisboa ao Algarve em tempo record. Desta prova depende o meu futuro profissional. Mas se este concurso já abriu há tantos meses, porque é que tinham de marcar a prova logo para estes dias em que a minha filha precisa de mim e eu não vou estar com a mínima disposição para estudar e fazer a prova?

O importante é que a cirurgia corra bem!
Confesso que não andava muuuito preocupada. Tenho a noção que uma cirurgia tem sempre os seus riscos, mas para quem já passou por uma bem mais complicada, esta é bem mais simples. Se esta fosse a 1ª vez que a Leonor fosse sujeita a uma cirurgia, a um internamento, a uma anestesia geral, etc, etc, etc, eu andaria bem mais preocupada. Mas com a aproximação do dia da operação começo a ficar mais nervosa, a pensar como tudo irá correr, como ela vai reagir. Aquando da outra cirurgia a Leonor ainda não estranhava as pessoas e até ficou mais ou menos bem quando lhe voltei as costas e saí da sala para só a voltar a ver 5 horas depois...agora não vai ser bem assim e sei que ela vai sofrer mais. Mas o importante é que o olhinho fique sem qualquer sequela e não tenhamos mais de lá voltar.

Mas do que eu não estava nada à espera era de ter de continuar a fazer as massagens dolorosas ao olhinho mesmo após a cirurgia. Andava a contar os dias para acabar com esta tortura e ontem fiquei a saber que tenho de continuar pelo menos mais um mês ou dois. Já não aguento vê-la sofrer tanto com isto...mas se é a única solução!


Por tudo isto vou ficar ausente da blogosfera uma semana.

Quando puder volto para vos e me actualizar.




sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Restabelecida

A Leonor parece estar a recuperar muito bem desta última semana.

Agora anda sempre a pedir-nos comida e nós ficamos estupefactos com o que ela come e até um pouco receosos.

Antes era raro pedir comida; quando lhe oferecíamos ela aceitava alegremente se estava com fome ou então não ligava nenhuma se não lhe apetecia. Agora só quer ir para a cozinha, pede comida, se não lhe damos (porque tem de tomar banho) começa a chorar e aceita tudo o que lhe damos. Parece estar a comer por todos os dias em que não comia quase nada.

Esta noite comeu dois pratos de esparguete com bife de peru cozido em tempo record (é tão engraçada a chupar o esparguete), uma uva, uma bolacha, um pedacinho de pão, muita aguinha e teria comido mais se lhe tivéssemos dado, principalmente uvas. Mais tarde, ainda me pediu mais papa e eu dei-lhe duas bolachas que ela comeu num ápice. Quando a preparei para dormir pediu-me leitinho mas não lhe dei, receosa que acontecesse o mesmo de há alguns dias atrás. Só espero que ela não acorde a meio da noite cheia de fome. Isso normalmente nunca acontece, mas se acontecer desperta e depois só dorme passadas 2 a 3 horas!...


E hoje finalmente também encontrou o seu sorriso, o qual havia perdido há já alguns dias, assim como a sua energia e até já dança a ouvir música; há já tanto tempo que não a via dançar que hoje quando o fez enchi-a de beijinhos.

Mãe, amiga, mulher



Obrigada Margui pelo miminho. Adorei!

Dedico-o a todas as mamãs que ainda não o receberam.

Aceitem-no, é para vocês!

gôgô

é o que a Leonor responde à pergunta: Como te chamas?
Repeti-lhe a pergunta e a resposta algumas vezes e ela agora já responde sempre, excepto quando lhe dá a vergonha e começa a esboçar um sorriso e tenta esconder os olhos...agora deu nesta.

Outra pergunta a que ela responde alegremente, mas esta já há uns 2 meses, é esta: Quantos anos tens? Ela responde un e espeta logo o dedinho indicador.

3, 2, 1! Chegaram as férias. Sim, vou tirar 2 semanas de férias, se é que se podem designar deste modo. Vou ficar por casa estes dias devido à possível, mais que provável, cirurgia da Leonor. Segunda-feira vamos a uma consulta prévia onde se vai decidir da sua viabilidade...mas eu já sei qual vai ser a decisão.

Outra actualização: a Leonor já tem outro dentinho, mas não me deixa ver bem e eu nem sei qual é. Só sei que é no maxilar superior esquerdo e fica lá para trás...e pelo que vi parece-me um pouco tortinho...já estava à espera que os dentes ali nascessem tortos, mas não tão atrás. Mas não vi bem e também nasceu há pouco tempo, ainda não cresceu e assim não se consegue perceber bem.
Os caninos é que parecem estar a incomodá-la um pouco. Já tem as gengivas muuuito grossas, notam-se bem que estão quase a romper, mas nunca mais se resolvem!...

Depois dou notícias sobre a consulta.
Bom fim-de-semana para todos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Poesia

Descalça vai para a fonte


Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.

Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.

Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.


Luís Vaz de Camões

Quando escolhi o nome da Leonor, este poema não me saía da cabeça e também me era declamado por algumas pessoas quando dizia que era este o nome dela.
Mas recordo-me mais da forma original em que o nome é Lianor.

É ou não é um dos poemas mais bonitos da Literatura Portuguesa?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Visita ao pediatra

Ontem à noite fomos a uma consulta ao pediatra da Leonor.

Sabíamos que deveria estar tudo bem, apesar da falta de apetite, mas nada como a confirmação para podermos ficar mais descansados.


Mal entrámos na sala e a Leonor o viu lá ao fundo iniciou-se um choro descomunal que só cessou quando saímos da sala no final da consulta. Ele disse que era normal nesta idade ter esta reacção a estranhos (embora ela o conheça desde o segundo dia de vida, mas claro, vê-o apenas periodicamente). Além disso, ela já estava rabugenta antes de lá entrarmos e cheia de sono.


Expusemos os acontecimentos da última semana e ele disse-nos que aparentemente ela tinha tido uma gastroenterite sem diarreia e que os vómitos seguintes se devem a desregulações do organismo complementados com excesso de comida. Eu sabia que sim, que os últimos vómitos estavam associados a comida a mais.


Após uma observação bastante dificultada pela birra enooorme da Leonor e verificação do peso (já pesou mais 200 g. do que na semana passada...mas a balança também era outra!), disse-nos que ela estava muito bem e ficou bastante admirado dela não ter vomitado o jantar com a força que fez com a birra, pois tínhamos dito que ela, finalmente, tinha comido muito bem e nós até tínhamos achado que lhe podia fazer mal.

Depois deu-nos vários conselhos sobre a alimentação e elucidou-nos sobre muitas das nossas dúvidas.
O principal conselho foi o de NUNCA forçar a Leonor a comer, mesmo quando ela já estiver recuperada. Se ao almoço ela só aceitar 2 colheres da refeição, não insistir; dali a algum tempo sentirá fome e pedirá comida. Eu normalmente nunca insistia com a Leonor para ela comer: pelo contrário, desde que introduzi a sopa na sua alimentação aos 4 meses, era ela que me pedia sempre mais, eu nem tinha tempo de encher a colher, já ela estava a reclamar. Perto de completar o ano começou a distrair-se mais durante as refeições e eu comecei a insistir um pouco porque sabia que era só distracção mas que ela comeria mais...eu estava habituada a vê-la comer bem. Mas normalmente ela aceitava bem os alimentos e eu nunca os "empurrei" como tenho visto algumas mães fazer (não estou a recriminar ninguém, é normal preocuparmo-nos com a alimentação dos filhos). Só esta última semana é que tenho insistido mais por vê-la tão em baixo, mas claro que era nesta altura que não poderia forçar, é normal que tenha menos apetite, podemos ver por nós quando andamos assim...

O pediatra disse-nos que se começarmos a insistir com ela para comer, criamos um imbróglio para sempre (palavras dele): torna-se muito chato para nós ter de andar sempre atrás dela a insistir, mas, principalmente, será mau para ela porque o acto de comer deixará de ser um prazer para se tornar num castigo, e ela não comerá mais por isso e nem é saudável.
Eu concordo com ele e tentei sempre não tornar as horas da refeição numa obrigação...mas quando estão doentes ficamos mais aflitas...

Ele passou-se foi quando eu disse que ela já bebia 300 ml de leite de manhã e 200 ml à noite. Tudo o que é mais de 200 ml é um exagero e à noite deve beber menos... Eu até achava que ela bebia muito, mas custava-me quando lhe dava menos e ela começava a chorar e a pedir mais (tal como fez ontem à noite)...se pedia era porque tinha fome. Mais vale beber menos e depois dar-lhe uma bolachinha...mas ela prefere o leitinho!

Esta manhã fez uma birra descomunal porque eu vesti-a antes de lhe dar o leitinho e quando lho fui dar estava tão zangada que não o aceitou. O pai lá conseguiu enfiá-la no carro depois de vários minutos a tentar que ela se sentasse na cadeirinha, mas chorava e esperneava por todo o lado...agora são assim as birras dela. Deixei-a com a tia, que fica a 2 minutos da nossa casa, e disse-lhe que só quando ela acalmasse aceitaria o leite, antes não valia a pena...já a conheço bem. Mas se chora porque tem fome porque é que não come? Teimosa como os pais!

Quanto a estas birras o pediatra também nos disse para termos cargas de paciência (palavras dele) até aos 2 anos e meio. Eu até já sou mais paciente do que era...mas não vai ser nada fácil!