A Leonor sempre adorou o colo e chorava sempre que a sentávamos na cadeirinha para comer; depois, quando começou a gatinhar e depois a andar, também não queria estar sentada, muito menos presa na cadeirinha.
Agora, fica felicíssima quando lhe pergunto se quer papar e responde
ké estendendo os braços para eu lhe pegar. Sento-a, coloco-lhe o cinto e o babete e ela não reclama; antes chorava sempre enquanto eu a atava e lhe colocava o babete. Depois choraminga se não vê o prato ou então espreita para dentro dele para ver o que está lá dentro, tipo:
o que é que vai ser desta vez?Mas depois não quer provar e começa a chorar. Tenho de a distrair ou, se não conseguir, enfiar-lhe a colher à força na boca. Porque sei que ela começa logo a comer bem, só não quer a primeira colher...manias!
Come praticamente de tudo, mas tem preferência por massas. Mas do que ela gosta mesmo mesmo é de pão. Se vê pão pede e rejeita a refeição; temos de escondê-lo sempre. Meia dúzia de colheradas depois começa a virar a cara e é difícil fazer com que recomece a comer (também depende da comida). Se lhe dermos directamente com a nossa mão ainda aceita um pouco, mas depois só come mesmo pela mão dela. O pediatra diz que nesta idade deve-se mesmo deixar que comam com as mãos para sentir a textura dos alimentos. Mas há alimentos mais complicados para comer à mão... Além de deixar tudo sujo (já me vou acostumando...mas tem sido difícil), a Leonor faz questão de passar as mãos pela cabeça e cabelo frequentemente...imaginem como fica!
Revela desde já ser muito independente, pois já há muito tempo que ela revela este gosto de comer pela mão dela. Mas agora demonstrou outra preferência: comer com a colher mas na mão dela (assim já parece não ter aversão à colher!). O pai coloca-lhe a colher na mão e segura-a, fazendo com que seja ela a introduzir a colher na boca. Ontem o jantar era massinha de peixe e não dava jeito algum que ela comesse à mão; depois de tanto insistir desisti de lhe dar mais, mas achando que ela já tinha comido bem e que já não teria apetite. O pai experimentou a dar-lhe a colher e, ajudando-a, ela comeu tanto como o que tinha comido antes...
Quando lhe perguntamos se quer fruta responde com um grande sorriso e aponta para a peça de fruta chamando-a pelo nome (
nana para banana,
pê para pêssego e ameixa, uva adora mas ainda não sabe dizer). Claro que prefere comer pela mão dela, mas como a fruta escorrega, se lhe dermos bocadinhos pequenos ela não resiste e aceita-os na boca.
Há uns dias o padrinho ensinou-lhe a limpar a boca com o guardanapo. Não faz como a maioria das crianças que abre a boca para a limpar. Passa o guardanapo levemente pelos lábios e fica a olhar para nós muito contente por conseguir fazer mais esta proeza. No sábado fomos a um restaurante e ela só queria o meu guardanapo; pensando que ela queria rasgá-lo ou jogar para o chão não lho dava. Afinal, queria era limpar a boca. Quando finalmente o agarrou, limpou-se e colocou-o novamente na mesa. Sempre a surpreender-me!