domingo, 19 de outubro de 2008

Que giros!





Estes dois miminhos foram oferecidos pela Sofia, mãe da Joana, a quem eu agradeço!

Segundo o segundo miminho, tenho de respeitar as seguintes regras:

“1. O vencedor recebe o prémio e poderá colocá-lo no seu blog;
2. Devemos fazer referência à pessoa que nos endereçou o miminho;
3. Enviar o mesmo prémio para 7 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração;
4. Deixar um comentário nos blogs seleccionadas permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou!”.

Vou desrespeitar a terceira regra. Vou entregar-vos directamente...
Mas como só posso entregar a 7 pessoas, quem os quiser levar esteja à vontade...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Pós-cirurgia stressante...

Continuemos...

Como não era aconselhável a Leonor fazer uma grande viagem após a cirurgia e também porque ela tinha consulta no hospital logo na 2ª feira de manhã, ficámos em Lisboa na casa da minha irmã que está lá a estudar.
Estávamos tão cansados que demos uma papinha à Leonor, jantámos um prato de cereais e tentámos descansar...mas não conseguimos. A Leonor acordava de hora a hora e era muito difícil adormecê-la. O máximo que dormiu foram duas horas e meia, mas apenas às 7 da manhã. Ela tinha muita tosse, a qual começou ainda no hospital antes da cirurgia, e nessa noite piorou bastante. Depois também estranhava a cama e a casa, além de poder ter algumas dores, embora eu lhe tivesse colocado outro supositório. Ela chorava, só queria o meu colo e eu já não conseguia aguentar-me de pé (tinha passado a noite anterior praticamente em branco e o dia sempre com a Leonor ao colo). Foi uma noite muito difícil para todos, porque ninguém conseguia dormir com o choro da Leonor.

O dia seguinte, sábado, não foi melhor! Comia bem, até brincava um pouco, mas continuava rabugenta. Só me dizia = vamos embora (no hospital tinha feito o mesmo) e notámos que ela estava saturada de estar sempre em casa, e numa que ela desconhecia. Mas estava um dia farrusco, por vezes chovia e não queríamos levá-la a passear porque estava com muita tosse e podia piorar; até pensámos que teríamos de ir com ela ao hospital. Mas ao fim da tarde o tempo melhorou, agasalhámo-la bem e saímos. Adorou ver os carros a passar na rua e delirou quando chegámos a um parque infantil onde estavam outros meninos. Parecia outra: era a nossa Leonor alegre e bem-disposta. Passeámos mais um pouco, fomos comprar o jantar e fomos para casa. Jantou muito bem e já não dizia que se queria ir embora. Entretanto adormeceu por volta das 9.30 da noite e eu aproveitei para ir estudar para a tal prova que teria de fazer na 2ª feira. Mas tinha tanto sono que não conseguia concentrar-me. À meia-noite fui deitar-me julgando que a Leonor iria dormir a noite toda, pois já havia 2.30h que estava a dormir. Mas acordou ainda antes de eu me deitar e pediu-me thithi = leitinho. Eu sabia que se lhe desse leite ela despertaria e não voltaria a adormecer tão cedo...mas se ela me pediu era porque tinha fome e, claro, dei-lho.
Como previsto depois não queria dormir e começou a dizer papapa. Não sabíamos o que ela queria: não era papa, não era papá; só no dia seguinte descobrimos que era parque; tinha gostado tanto de ir ao parque infantil que queria voltar lá. Eu não aguentava o sono e o cansaço e adormeci enquanto ela ficou a brincar com o pai e a madrinha. Costumo ter dificuldade em dormir com barulho ou até mesmo a luz acesa: nessa noite dormia profundamente enquanto a Leonor pulava literalmente por cima de mim e gritava ou chorava!... Por volta das 3.30 da manhã acordaram-me para ser eu a deitá-la na caminha porque não estavam a conseguir: ela acordava logo. Como já estou mais habituada, peguei nela, deitei-a e ela ficou a dormir...até às 9 h. da manhã. Finalmente dormimos várias horas seguidinhas...que bom!

Domingo acordou mais bem-disposta (e eu também!) e foi passear com o pai ao parque enquanto eu fiquei a estudar. Viu os carros, viu passarinhos, comeu um chupa. Voltou muito sorridente. Este já foi um dia normal, de muita brincadeira e boa-disposição. A tosse também já não era tão forte! À noite adormeceu por volta das 10.30 e eu fiquei a fazer serão a estudar até às 2.30. Acordou às 5.30 mas voltei a adormecê-la e uma hora depois acordámos para um dia bastaaaante stressante!...

2ª feira chegámos ao hospital ás 8.15h. A Leonor tinha consulta às 9h e queríamos ser os primeiros porque eu tinha de estar, sem falta, às 15h no Algarve. Se ela tivesse logo a consulta tínhamos bastante tempo...mas já sabemos que há sempre atrasos.
Ao falar com a administrativa fiquei a saber que o processo da Leonor ainda se encontrava no serviço onde ela esteve internada. Mas lá expliquei que tínhamos urgência e disseram-me que o iriam pedir, pois sem ele a médica não a poderia atender.
Às 9.20 chamaram a Leonor. Ficámos satisfeitos, ainda era cedo e assim teríamos tempo para a viagem. Enganámo-nos: a médica sabia que estávamos aflitos com o tempo e disse-nos para irmos pressionar as administrativas porque o processo ainda não tinha chegado. Após várias conversas e pedidos, ficámos a saber que tinham perdido o processo. Era só o que nos faltava...e o tempo a passar!
E o tempo a passar...e o tempo a passar. Fui falar com a médica e perguntei-lhe como ficava a situação se não encontrassem o processo. Observaria a Leonor ou teríamos de ir embora?; não iríamos ficar eternamente à espera do processo. Respondeu-me que tinha de ter o processo consigo e aconselhou-me a fazer uma reclamação por escrito, que aqueles casos estão sempre a acontecer...eu até fazia, era realmente essa a minha vontade, mas eu não tinha tempo, queria era sair dali logo. Nesse instante disseram-nos que já sabiam onde estava o processo, que estava no serviço e não no arquivo onde o estavam a procurar (dah, qualquer pessoa sabia isso, eu sabia isso, porque é que não me perguntaram, eu saberia responder e até o poderia ter ido buscar se fosse permitido). Mas nem imaginam o tempo que demoraram a trazê-lo: uma eternidade.

Ainda estava eu à espera do processo quando o meu marido, que tinha ido levar uns croissants para o carro para comermos na viagem, chega ao pé de mim todo alterado a dizer que tínhamos dois pneus em baixo. Aí fiquei sem chão: como poderíamos chegar a horas sem o nosso carro? Ainda se fosse só um dava para trocar, mas logo dois? Pensámos que alguém os teria furado. Mas ele foi ver melhor e constatou que estavam apenas vazios.

Finalmente trouxeram o processo e disseram-nos que tinham demorado porque ele ainda não estava montado. Queria lá saber disso, naquele momento não desculpava ninguém; se a médica estava ali, a Leonor também, por que carga de água estavamos ali a perder tempo devido a "simples" burocracias?
Felizmente estava tudo bem com a Leonor, o mais importante, e a médica observou-a em 5 minutos. Disse-nos para colocarmos umas gotas e uma pomada durante uma semana, para continuarmos com as massagens e para voltarmos lá em Janeiro.

Partimos do hospital eram 11 horas. Já não dava tempo para passar por casa e deixar a Leonor. Teríamos de ir directos ao Algarve e a Leonor aguentar esta viagem e depois a de regresso a casa. Parámos duas vezes, uma para encher os pneus e outra para mudar a fralda, colocar gotas e comermos mais alguma coisa, e chegámos 15 minutos antes do início da prova.
Entrei na sala toda stressada, tinha sido uma manhã sempre a correr e não me sentia preparada psicologicamente para uma prova tão complexa como aquela. Mas acalmei quando vi o enunciado. Era uma prova só de resposta com cruzinhas e embora pudesse ter o seu grau de dificuldade, achei-a bastante acessível e, no geral, acho que me correu muito bem. Pelo menos isso!

Saí uma hora e meia depois e a Leonor tinha acabado de acordar. Como tinha vindo acordada na viagem, só tendo adormecido na última meia hora, dormiu duas horas no carro. O pai estava cheio de fome, mas não a queria acordar. Almoçámos uma sopinha já passava das 5 da tarde. Depois fizémos a viagem para casa, jantámos e dormimos a noite toda nas nossas respectivas e saudosas caminhas.

Ah, descobri também neste dia que o pré-molar (e não o canino como aqui já tinha dito) já tinha rompido. Ainda mais essa para chatear a Leonor nestes dias!...

Parabéns se conseguiram ler o texto todo. Fiquem a saber que ainda omiti muita coisa.
Peço desculpa por não ter dado notícias mais cedo; até tive oportunidade, mas já sabia que se fosse à net, perdia-me por lá e o meu tempo era tão pouco que o aproveitava para estudar.
Já estive a visitar-vos, a ler as novidades, e adorei os vossos auto-retratos. Quando tiver mais tempo, também quero um.

Uma última palavra: para as mães que felizmente nunca passaram por uma cirurgia aos filhos, quero só dizer que, apesar de toda esta descrição atabalhoada, correu tudo muito bem. Nós vamos fazendo tudo por etapas e só pensamos que estamos a fazer o bem para os nossos filhos. Claro que estava nervosa, aflita e super preocupada, mas se me dissessem, há dois anos atrás que eu iria passar por tudo isto (principalmente a cirurgia em Janeiro), eu julgava que não iria suportar. Mas por eles nós conseguimos tudo e descobrimos que temos muita força...e temos mesmo de ter.
Se eu nunca tivesse passado por uma situação destas, e lesse estes posts, também diria, como vocês, que não aguentaria. Eu espero que nunca tenham de passar por nada semelhante, mas caso isso aconteça, não pensem que são fracas e que o mundo lhes cai em cima. Nós passamos a ser pessoas diferentes quando nos tornamos mães, muito mais fortes...e é por isso que a maternidade é algo tão especial. E fiquemos por aqui que as lágrimas já espreitam...não que elas sejam proibidas, por vezes até nos fazem bem,...mas é preferível sorrir para a vida, é muito mais saudável!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mais uma fase superada

Os últimos 5 dias mais pareceram 5 meses, tal a correria e o cansaço por que passámos.


Mas o importante é que a cirurgia correu melhor do que esperávamos e a Leonor encontra-se muito bem.

Comecemos pelo início...

4ª feira a Leonor acordou um pouco entupida e ficámos aflitos, pois constipada não poderia ser operada. Mas como não parecia ser grande coisa, 5ª feira fomos para o hospital e antes do internamento informámos que ela estava um pouco constipadita. Foi vista por uma médica que nos disse para ficarmos porque se ela não piorasse poderia ser operada já que era uma cirurgia simples. Esperámos que arranjassem vaga e ao fim da tarde lá fomos encaminhados para o quarto. Desta vez, ficámos num outro serviço (outra sala) e constatámos a existência de muitas diferenças. O outro onde estivemos em Janeiro era muito melhor, as enfermeiras mais atenciosas, responsáveis,...felizmente agora só lá ficámos 1 dia!

A Leonor jantou muito bem e não estranhou a "comida de hospital". Parecia adivinhar que no dia seguinte ia passar algum tempo sem comer... Mais tarde, já sozinhas no hospital porque o pai teve de sair, dei-lhe banho, um biberão de leite e adormeci-a. E para quem tem o sono leve até dormiu bem: só acordou 2 vezes, mas peguei nela e ela voltou logo a adormecer. Eu é que só devo ter dormido 2 horas...é complicado conseguir descansar num cadeirão e a ouvir choros de outras crianças e enfermeiras e auxiliares a falar alto no corredor...

No dia seguinte, 6ª feira, ainda a Leonor estava a dormir (desta vez em cima de mim no cadeirão), quando a vieram chamar para ir para o bloco. Fiquei surpreendida por ser tão cedo, pois disseram-me que ela seria a terceira a ser operada; mas tinham-se enganado e ela era primeira. Fiquei muito contente pois sabia que ela iria acordar cheia de fome e não poderia comer nada. Assim, nem teve tempo de sentir fome. Coloquei-a na maca para irmos para o bloco, mas claro que ela não quis lá ficar e então foi ao meu colo enquanto o maqueiro trazia a maca vazia atrás de nós. Lá despedi-me dela com um beijinho apressado e dei-a a uma enfermeira que a levou para dentro...fiquei a ouvi-la choramingar!...

Como foi mais cedo do que estávamos à espera, o pai ainda nem tinha chegado ao hospital e não a viu antes dela ir para o bloco. Liguei-lhe e ele disse-me que estava mesmo a chegar. Eu precisava mesmo que ele estivesse ali comigo, sentia-me tão desamparada ali sózinha... Quando chegou contei-lhe a nossa noite e início de manhã e depois fui comer. Nem me apetecia, mas sabia que a cirurgia demoraria pouco tempo e depois a Leonor precisaria de mim a tempo inteiro. Mas nem tive tempo de começar a comer: o pai chamou-me logo dizendo que já tinha terminado e que era melhor ser eu a ir ter com ela à sala de recobro, pois acalma-se melhor comigo. Quando cheguei ao pé dela ainda estava a dormir! Na outra cirurgia já estava a chorar quando fui ter com ela, mas como esta só durou uns 20 minutos no máximo, o efeito da anestesia ainda não tinha passado e tive de esperar uns 20 minutos até que a enfermeira fosse lá e a acordasse à força!

Acordou um pouco sobressaltada, mas estava calma. Olhou para mim e muito triste disse: mamã = mãe, dá-me colinho. Não consegui evitar que as lágrimas me caíssem...mas esbocei logo um sorriso e disse-lhe que a mamã já lhe dava colo, que agora tinha de ficar quietinha e que ficaria ali a brincar com ela!

Passados uns 10 minutos fomos para o quarto e aqui tive de lhe pegar pois não parava de chorar. Mas não a podia levantar e ela continuava zangada por estar deitada no colo, coisa que sempre detestou. Mais tarde, após algumas lutas com as enfermeiras que tentavam tratar dela, lá consegui adormecê-la e dormiu quase duas horas. Depois bebeu um biberão cheio de leite e não ficou mal-disposta como poderia acontecer; se lhe dessem tinha comido muito mais! E já tinha apetite para brincar e rir connosco. Ficámos muito contentes e orgulhosos por termos uma menina tão forte!

Mas o resto da tarde foi um pouco mais complicado. A Leonor só queria estar no meu colo, até aqui bastante compreensível, mas mesmo assim não estava bem e choramingava. Quando alguém tentava fazer-lhe alguma coisa começava a chorar desenfreadamente (há já algum tempo que a Leonor começou a ter aversão a batas: quando vê alguém com uma bata a meter-se com ela começa a berrar e temos de ser 3 ou 4 pessoas a agarrá-la para conseguirem fazer alguma coisa; até a colocação da pulseira de identidade no braço foi uma autêntica aventura). Ainda conseguiu dormir mais uma boa soneca, lanchou bem, mas via-se que não estava bem, estava muito rabugenta. Falámos com a enfermeira e ela disse que poderiam ser dores, que ia ver a que horas lhe tinham dado benuron. Bem, aí ficámos revoltados. Só lhe tinham dado benuron às 9 da manhã e já eram quase 6 da tarde...claro que tinha razão para ter dores, muito bem se portava ela. Coloquei-lhe um supositório e preparámo-nos para sair do hospital. A cirurgia tinha corrido bem e a Leonor teve alta no próprio dia e não no dia seguinte como previsto (ah, e também não saiu do bloco com o olhinho tapado como nos disseram que iria sair). A enfermeira deu-nos várias indicações e saímos do hospital já era noite.


Vou parar por aqui mas depois conto como foram os dias seguintes. Vim aqui num instantinho só para dizer que está tudo bem com a Leonor.

Obrigado a todos pelas mensagens de força!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Cirurgia

Pois é, tal como esperava a Leonor vai ser operada esta semana ao olhinho esquerdo para desobstruir o canal lacrimal.
Ontem foi um dia em cheio no Hospital. Tivemos a consulta de oftalmologia, a de anestesia e a Leonor ainda teve de tirar sangue novamente para novas análises. Chegámos a casa tão cansados...e 5ª feira temos de voltar para lá.


A Leonor vai ficar internada na quinta, é operada na sexta e se tudo correr bem sairá no sábado. Como tem consulta logo na segunda de manhã, passamos o fim-de-semana em Lisboa para podermos estar no hospital o mais cedo possível. Nesse dia à tarde tenho uma prova para um concurso no Algarve e não posso mesmo faltar: tenho de voar de Lisboa ao Algarve em tempo record. Desta prova depende o meu futuro profissional. Mas se este concurso já abriu há tantos meses, porque é que tinham de marcar a prova logo para estes dias em que a minha filha precisa de mim e eu não vou estar com a mínima disposição para estudar e fazer a prova?

O importante é que a cirurgia corra bem!
Confesso que não andava muuuito preocupada. Tenho a noção que uma cirurgia tem sempre os seus riscos, mas para quem já passou por uma bem mais complicada, esta é bem mais simples. Se esta fosse a 1ª vez que a Leonor fosse sujeita a uma cirurgia, a um internamento, a uma anestesia geral, etc, etc, etc, eu andaria bem mais preocupada. Mas com a aproximação do dia da operação começo a ficar mais nervosa, a pensar como tudo irá correr, como ela vai reagir. Aquando da outra cirurgia a Leonor ainda não estranhava as pessoas e até ficou mais ou menos bem quando lhe voltei as costas e saí da sala para só a voltar a ver 5 horas depois...agora não vai ser bem assim e sei que ela vai sofrer mais. Mas o importante é que o olhinho fique sem qualquer sequela e não tenhamos mais de lá voltar.

Mas do que eu não estava nada à espera era de ter de continuar a fazer as massagens dolorosas ao olhinho mesmo após a cirurgia. Andava a contar os dias para acabar com esta tortura e ontem fiquei a saber que tenho de continuar pelo menos mais um mês ou dois. Já não aguento vê-la sofrer tanto com isto...mas se é a única solução!


Por tudo isto vou ficar ausente da blogosfera uma semana.

Quando puder volto para vos e me actualizar.




sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Restabelecida

A Leonor parece estar a recuperar muito bem desta última semana.

Agora anda sempre a pedir-nos comida e nós ficamos estupefactos com o que ela come e até um pouco receosos.

Antes era raro pedir comida; quando lhe oferecíamos ela aceitava alegremente se estava com fome ou então não ligava nenhuma se não lhe apetecia. Agora só quer ir para a cozinha, pede comida, se não lhe damos (porque tem de tomar banho) começa a chorar e aceita tudo o que lhe damos. Parece estar a comer por todos os dias em que não comia quase nada.

Esta noite comeu dois pratos de esparguete com bife de peru cozido em tempo record (é tão engraçada a chupar o esparguete), uma uva, uma bolacha, um pedacinho de pão, muita aguinha e teria comido mais se lhe tivéssemos dado, principalmente uvas. Mais tarde, ainda me pediu mais papa e eu dei-lhe duas bolachas que ela comeu num ápice. Quando a preparei para dormir pediu-me leitinho mas não lhe dei, receosa que acontecesse o mesmo de há alguns dias atrás. Só espero que ela não acorde a meio da noite cheia de fome. Isso normalmente nunca acontece, mas se acontecer desperta e depois só dorme passadas 2 a 3 horas!...


E hoje finalmente também encontrou o seu sorriso, o qual havia perdido há já alguns dias, assim como a sua energia e até já dança a ouvir música; há já tanto tempo que não a via dançar que hoje quando o fez enchi-a de beijinhos.

Mãe, amiga, mulher



Obrigada Margui pelo miminho. Adorei!

Dedico-o a todas as mamãs que ainda não o receberam.

Aceitem-no, é para vocês!

gôgô

é o que a Leonor responde à pergunta: Como te chamas?
Repeti-lhe a pergunta e a resposta algumas vezes e ela agora já responde sempre, excepto quando lhe dá a vergonha e começa a esboçar um sorriso e tenta esconder os olhos...agora deu nesta.

Outra pergunta a que ela responde alegremente, mas esta já há uns 2 meses, é esta: Quantos anos tens? Ela responde un e espeta logo o dedinho indicador.

3, 2, 1! Chegaram as férias. Sim, vou tirar 2 semanas de férias, se é que se podem designar deste modo. Vou ficar por casa estes dias devido à possível, mais que provável, cirurgia da Leonor. Segunda-feira vamos a uma consulta prévia onde se vai decidir da sua viabilidade...mas eu já sei qual vai ser a decisão.

Outra actualização: a Leonor já tem outro dentinho, mas não me deixa ver bem e eu nem sei qual é. Só sei que é no maxilar superior esquerdo e fica lá para trás...e pelo que vi parece-me um pouco tortinho...já estava à espera que os dentes ali nascessem tortos, mas não tão atrás. Mas não vi bem e também nasceu há pouco tempo, ainda não cresceu e assim não se consegue perceber bem.
Os caninos é que parecem estar a incomodá-la um pouco. Já tem as gengivas muuuito grossas, notam-se bem que estão quase a romper, mas nunca mais se resolvem!...

Depois dou notícias sobre a consulta.
Bom fim-de-semana para todos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Poesia

Descalça vai para a fonte


Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.

Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.

Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.


Luís Vaz de Camões

Quando escolhi o nome da Leonor, este poema não me saía da cabeça e também me era declamado por algumas pessoas quando dizia que era este o nome dela.
Mas recordo-me mais da forma original em que o nome é Lianor.

É ou não é um dos poemas mais bonitos da Literatura Portuguesa?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Visita ao pediatra

Ontem à noite fomos a uma consulta ao pediatra da Leonor.

Sabíamos que deveria estar tudo bem, apesar da falta de apetite, mas nada como a confirmação para podermos ficar mais descansados.


Mal entrámos na sala e a Leonor o viu lá ao fundo iniciou-se um choro descomunal que só cessou quando saímos da sala no final da consulta. Ele disse que era normal nesta idade ter esta reacção a estranhos (embora ela o conheça desde o segundo dia de vida, mas claro, vê-o apenas periodicamente). Além disso, ela já estava rabugenta antes de lá entrarmos e cheia de sono.


Expusemos os acontecimentos da última semana e ele disse-nos que aparentemente ela tinha tido uma gastroenterite sem diarreia e que os vómitos seguintes se devem a desregulações do organismo complementados com excesso de comida. Eu sabia que sim, que os últimos vómitos estavam associados a comida a mais.


Após uma observação bastante dificultada pela birra enooorme da Leonor e verificação do peso (já pesou mais 200 g. do que na semana passada...mas a balança também era outra!), disse-nos que ela estava muito bem e ficou bastante admirado dela não ter vomitado o jantar com a força que fez com a birra, pois tínhamos dito que ela, finalmente, tinha comido muito bem e nós até tínhamos achado que lhe podia fazer mal.

Depois deu-nos vários conselhos sobre a alimentação e elucidou-nos sobre muitas das nossas dúvidas.
O principal conselho foi o de NUNCA forçar a Leonor a comer, mesmo quando ela já estiver recuperada. Se ao almoço ela só aceitar 2 colheres da refeição, não insistir; dali a algum tempo sentirá fome e pedirá comida. Eu normalmente nunca insistia com a Leonor para ela comer: pelo contrário, desde que introduzi a sopa na sua alimentação aos 4 meses, era ela que me pedia sempre mais, eu nem tinha tempo de encher a colher, já ela estava a reclamar. Perto de completar o ano começou a distrair-se mais durante as refeições e eu comecei a insistir um pouco porque sabia que era só distracção mas que ela comeria mais...eu estava habituada a vê-la comer bem. Mas normalmente ela aceitava bem os alimentos e eu nunca os "empurrei" como tenho visto algumas mães fazer (não estou a recriminar ninguém, é normal preocuparmo-nos com a alimentação dos filhos). Só esta última semana é que tenho insistido mais por vê-la tão em baixo, mas claro que era nesta altura que não poderia forçar, é normal que tenha menos apetite, podemos ver por nós quando andamos assim...

O pediatra disse-nos que se começarmos a insistir com ela para comer, criamos um imbróglio para sempre (palavras dele): torna-se muito chato para nós ter de andar sempre atrás dela a insistir, mas, principalmente, será mau para ela porque o acto de comer deixará de ser um prazer para se tornar num castigo, e ela não comerá mais por isso e nem é saudável.
Eu concordo com ele e tentei sempre não tornar as horas da refeição numa obrigação...mas quando estão doentes ficamos mais aflitas...

Ele passou-se foi quando eu disse que ela já bebia 300 ml de leite de manhã e 200 ml à noite. Tudo o que é mais de 200 ml é um exagero e à noite deve beber menos... Eu até achava que ela bebia muito, mas custava-me quando lhe dava menos e ela começava a chorar e a pedir mais (tal como fez ontem à noite)...se pedia era porque tinha fome. Mais vale beber menos e depois dar-lhe uma bolachinha...mas ela prefere o leitinho!

Esta manhã fez uma birra descomunal porque eu vesti-a antes de lhe dar o leitinho e quando lho fui dar estava tão zangada que não o aceitou. O pai lá conseguiu enfiá-la no carro depois de vários minutos a tentar que ela se sentasse na cadeirinha, mas chorava e esperneava por todo o lado...agora são assim as birras dela. Deixei-a com a tia, que fica a 2 minutos da nossa casa, e disse-lhe que só quando ela acalmasse aceitaria o leite, antes não valia a pena...já a conheço bem. Mas se chora porque tem fome porque é que não come? Teimosa como os pais!

Quanto a estas birras o pediatra também nos disse para termos cargas de paciência (palavras dele) até aos 2 anos e meio. Eu até já sou mais paciente do que era...mas não vai ser nada fácil!