quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Fios e colares


A Leonor adora-os!

Quando apanha algum coloca-o logo ao pescoço, pavoneia-se pela casa, mira-se ao espelho e dá-lhe beijinhos. Mas se encontra algo que se assemelhe a um fio também serve para colocar ao pescoço: no outro dia andava muito contente com o meu cinto e depois com a bolsa da máquina fotográfica que tem um grande cordão. Ontem quando cheguei à casa da tia, lá andava ela a brincar com colares que a tia tem para usar no Carnaval.

Mas ainda se me visse a andar sempre com fios ao pescoço...mas eu raramente uso. Gosto, mas esqueço-me e depois dela nascer é mesmo raro...já me partiu dois!

Parece que é mesmo tendência feminina!








terça-feira, 28 de outubro de 2008

Esquisitices

Devo ser mesmo muito esquisita!

Daqui a menos de um mês temos o baptizado da minha afilhada, a Margarida. E como madrinha gostava de ir vestida de acordo. Mas não encontro nada que me encha o olho, que eu possa dizer: ah, este vestido sim; é lindo.
E o mesmo se passa com a roupa da Leonor. Tinha pensado num vestido mais formal...mas nada. Só encontro vestidos de baptizado ou então muito práticos. Ontem comprei um conjunto da Chicco caríssimo que é engraçado, mas não o que eu pretendia. Ainda continuo à procura, mas se não encontrar o que pretendo terá de levar aquele. E ainda faltam os sapatos.
Não estou com disponibilidade para ir a centros comerciais (que ficam bem longe de casa) e nas lojas de rua não há nada...

Nestas ocasiões os homens é que têm sorte: um fato simples com uma camisa e gravata giras, e ficam muito elegantes.

Adenda: 23.16h-Caso resolvido: comprei o "vestido ideal" para mim e acho que a Leonor vai muito bem com o seu conjuntinho (calção, camisa e colete). Mas se encontrar outra coisa compro, pois é sempre mais seguro levar duas mudas de roupa para ela.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Os meus 15 meses!


Já estou tão crescida! A minha mãe olha para mim e pensa como é que o tempo passou tão rápido e eu já estou a ficar uma menina e a deixar de ser um bébé...pois claro que já não sou bébé!

Já ando há 3 meses e também já aprendi a correr; faço muitas vezes corridas de obstáculos mas ainda tenho de treinar mais um pouco. A minha mãe bem me diz para andar devagar...mas que graça é que isso tem? Tenho de gastar a energia que adquiro com os alimentos.

Por falar nisso, sabem que ando sempre atrás da minha mãe a pedir papa, pi (pão), ba (bolacha), bô (bolo), thithi (leitinho), etc? Ela passa-se com o que eu como, por vezes diz que não me dá mais nada para comer, mas depois tem pena de mim, pensa que se estou a pedir é porque tenho fome, e dá-me tudo o que lhe peço...mães! Eu não era assim, mas depois de ter estado doente e sem apetite, senti falta da papinha e agora não quero outra coisa: sou capaz de comer este mundo e o outro (expressão da minha mãe!).

Neste último mês aprendi muitas palavrinhas novas e os meus pais já não têm de tentar adivinhar o que eu quero: eu própria lhes digo. As palavras mais recentes são:
bó=embora
abô=acabou, avô
abó=avó
nhi=madrinha, joaninha, galinha (e tudo o que acabe em -inha)
mniiim=menino(a)
qué i=o que é isto?

Por vezes também repito o que os meus pais dizem, mesmo sem perceber o que é, mas eu quero é aprender... E já entendo TUDO o que me dizem, mas quando não me convém faço que não ouço...é um bom truque para poder continuar a fazer o que eu quero!

Gosto de ajudar a minha mãe nas tarefas domésticas e ajudo-a a fazer a cama, a deitar o lixo no balde (mas às vezes ela zanga-se comigo quando encontra lá alguns objectos que ela diz que não são lixo), a arrumar as gavetas: então sabem que ela tem tudo desarrumado e eu tenho de trocar tudo de sítio?...mas depois lá vai ela atrás de mim e volta a desarrumar! Mas que mania!

E também já aperfeiçoei muitas das minhas acções: já consigo enfiar o chapéu na cabeça (quando me dizem que vamos à rua vou logo buscá-lo e enfio-o na cabeça; assim já não têm desculpa para não sairmos de casa); já vou conseguindo comer sózinha com a colher, mas ainda preciso de mais uns treinos; e já consigo, mas isto já há algum tempo, abrir as portas e sair para a rua (isto quando a minha mãe se esquece de trancar as portas).

Adoro dar beijinhos e abraços à minha mãe e às vezes a outras pessoas que me estão bem próximas, mas ao meu pai não dou: gosto de brincar com ele e quando ele me pede beijinhos eu fujo dele e rio-me. Sou muito brincalhona! Adoro fugir, esconder-me e depois aparecer e dizer cu-cu. Quando faço isto tudo ao colo de alguém ainda melhor.

Tenho alguns Dvd's de músicas infantis e já as sei de cor. Gosto muito de as ouvir e dançar enquanto ando pela casa a brincar com os meus bonecos e com os da minha mãe (ela diz que não são bonecos, mas eu entendo-os como tal). Também já conheço de cor as páginas dos meus livros (tenho de pedir mais à minha mãe) e já sufoquei muitas vezes as minhas bonecas com tantos beijos e abraços...mas são tão fofinhas!

Adoro os animais, principalmente cães e gatos, talvez por ser os que vejo mais. Cá em casa só temos piu-pius (passarinhos) mas eles não me deixam tocar-lhes como faço ao cão do meu avô e à gata da minha tia.

Resumindo: sou uma criança FELIZ.
Sou amada por todos e quero dizer aqui que esse amor é recíproco. Tenho a sorte de conviver com toda a minha família mais próxima e gosto de todos, sem excepção...mas atenção: têm de continuar a deixar-me fazer tudo o que eu quero. Caso contrário eu bato o pé, faço fita e depois não pensem que me "compram" com o gato o cão ou outro animal qualquer, como tentam fazer sempre...
Combinado?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Marlene

Parabéns à pirralhamummy por ter acertado logo à primeira tentativa.
Não me identifiquei inicialmente porque não é dos nomes mais comuns...mas não é por o saberem que ficam a saber mais sobre mim...isto por mera precaução contra "mentes mais mesquinhas".

Agora invejem-se um pouco: o meu fim-de-semana vai ser XL. Aqui por estes lados é feriado na segunda-feira e eu vou poder passar o dia com a Leonor e assim festejar os seus 15 meses. Vamos passear as duas, vamos às compras. Só as duas...porque o pai não tem este feriado!

Bom fds de 2 dias para vocês!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ليونور

Este é o nome da Leonor em árabe!

E o meu é este:مارليني

Para quem não sabe o meu nome, desafio a tentar traduzi-lo.

Boa sorte!

Adenda: Ok, dou uma ajuda: a primeira sílaba do nome é mesmo Mar, tal como me identifico aqui.

Dentes


Ontem descobri o 10º dente da Leonor: o primeiro molar inferior esquerdo.


Embora um pouco atrasados, têm seguido a ordem habitual.


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tu estás mais magra!!!

Eis a frase que mais ouço ultimamente...e tenho adorado!

Pois é, finalmente consegui perder peso que se note.


O meu peso durante muitos anos centrou-se nos 58 kg e era o ideal porque se perdesse apenas dois ficava a parecer um esqueleto andante, tal como aconteceu no meu último ano de faculdade.

Quando comecei a trabalhar e a levar uma vida mais sedentária passei a pesar 60 kg e antes de engravidar já ia nos 62/63. Na gravidez aumentei 13 kg e após o parto fui perdendo peso gradualmente mas quando cheguei aos 65 kg estacionei e não passava daí.


Mas agora já desci para os 60 kg novamente. Ainda não cheguei ao meu peso ideal anterior, mas o nosso corpo também muda com a maternidade. Sei que se bebesse mais água e mandasse embora os líquidos que teimam em ficar e que me fazem andar sempre com os pés inchados, poderia chegar lá, mas sou tão preguiçosa para beber água, simplesmente esqueço-me.


Mas sinto-me muito bem assim. Não sei se esta perda de peso se deve aos últimos dias de stress por que passei. Se a eles se deve preferia ter mais 5 kg se a Leonor não tivesse sido operada. Mas já que teve de ser, pelo menos teve um benefício, já que os kg a mais não me faziam qualquer falta. Mas eu já vinha a perder peso antes...
Até já comecei a vestir roupa que tinha abandonado há muito tempo atrás...agora pensam que é nova!

Só há uma coisa que me preocupa:
O Natal está a chegar e os bombons vão começar a sorrir para mim.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Amamentação

Não, não é um tema actual aqui por estes lados, pois a Leonor já deixou a mama há muitos meses atrás.
Mas tenho lido muitos artigos e posts sobre este tema e há algum tempo atrás, quando li este post, pensei que sorte eu tive por não sofrido com a amamentação como acontece com muitas mães. Mas, mais tarde, no percurso da minha longa viagem para casa, reflecti: Espera; eu também sofri com a amamentação, mas foi um sofrimento precoce. Passo a explicar:

Como vocês sabem, ou talvez não, a Leonor nasceu com lábio leporino, uma fenda labial que atingia também o maxilar superior esquerdo. Eu fiquei a saber que ela tinha esta particularidade aos 5 meses de gravidez e, depois de muito ler e tomar conhecimento de outros casos semelhantes, fiquei a saber que na maior parte dos casos os bébés com lábio leporino não conseguem mamar.
Fiquei muito triste, como devem calcular! Eu sempre soube que iria ter leite (era um feeling), que iria ser suficiente, que queria amamentar (nunca tive qualquer dúvida), que a Leonor iria querer mamar logo...e que depois não iria conseguir!
Então comecei a informar-me sobre as alternativas possíveis. Soube que existiam umas tetinas da Chicco indicadas unicamente para estes bébés, mas só as encontrei numa farmácia porque as deixaram de fabricar, e comprei as 3 que tinham; li tudo o que encontrei sobre métodos de extracção de leite e sobre a sua conservação; tentei informar-me sobre os melhores leites artificiais, caso fosse necessário...
Mas não me conformava: sempre tive certezas quanto a amamentar os meus filhos, sempre o desejei! Queria criar-lhe muitas defesas através do meu leite, queria fortalecer os nossos laços nesses momentos únicos entre mãe e filho, queria que ela crescesse saudável e forte!...
Mas mesmo assim sentia-me tranquila e preparada para fazer o que fosse necessário, pois como escrevi no início do texto, só há pouco tempo me apercebi do meu sofrimento nesta altura.


No último mês de gravidez a minha tensão começou a subir e eu tive de começar a ser vigiada bem de perto pelo obstetra. Uma enfermeira disse-me que deveria ser por eu andar nervosa devido ao problema da Leonor e eu respondi-lhe que não, que me sentia muito bem, que sabia que iria correr tudo bem. Mas ela sabia que não era verdade, sabia-o melhor do que eu. Perguntava-lhe mil e uma coisas sobre a amamentação e outros casos que ela conhecia. Ela respondia-me, com toda a sua tranquilidade e doçura que lhe são características, para não me preocupar, que a Leonor poderia mamar normalmente, que cada caso é um caso, que os bébés que têm a fenda até ao palato é que é mais complicado e ela poderia não ter (nunca soube da gravidade até a Leonor nascer...mas no fundo sabia que não iria chegar ao palato, aí sim seria bem mais complicado), que depois dela nascer logo se via como iria ser. Mas eu queria estar preparada para tudo, não queria andar a comprar isto e aquilo após um parto e com um bébé nos braços cheio de fome...sentimentos de mãe de primeira viagem!


Mas ela tinha toda a razão!
Quando a Leonor nasceu disseram-me logo que não tinha fenda palatal e fiquei bastante aliviada. Como demorei duas horas na sala de recobro e ela não poderia estar lá comigo, deram-lhe biberão pois viram que estava cheia de fome: e ela bebeu com uma tetina normal como se sempre o tivesse feito. Fiquei muito feliz quando mo disseram, mas receosa que ela assim não pegasse na mama se conseguisse mamar, como acontece com muitos bébés quando se habituam logo ao biberão. Mais tarde, já no quarto, a Leonor começa a chorar e eu peço para a colocarem ao meu lado. Nem imaginam a minha felicidade quando vejo que apesar da má posição em que me encontrava por não me poder levantar, a Leonor começou a mamar! E no peito que ela depois rejeitou!... No dia seguinte apercebi-me que ela tinha preferência por um peito e só dias depois constatei que ela tinha mesmo dificuldades em mamar no outro. Como a boca não fechava totalmente, o poder de sucção ficava diminuído.
Tentámos colocá-la noutras posições, ao contrário, como se estivesse a mamar no outro peito, quase de pé, e durante o primeiro mês o pai ajudava-nos sempre durante a amamentação. Mas depois desistimos: vimos que ela ficava muito cansada, que engolia muito mais ar do que leite e depois bolçava muito e, no fim, acabava por mamar muito pouco daquele peito. Falei ao pediatra do receio que tinha dela mamar só num e ele respondeu-me que há muitos bébés a mamar só num peito, que este produz o leite necessário e que ele próprio, o pediatra, mamou só num peito até aos 2 anos e cresceu muito bem. E assim foi: a Leonor desenvolveu-se sempre muito bem e nunca mamou mais de 8, 10 minutos.

Aos 4 meses, como já mamava com mais força, o peito começou a ficar dolorido. Eu punha sempre muita pomada mas ele acabou por gretar e eu gritava enquanto ela mamava. Saí uma manhã e fui a correr comprar leite para ela beber quando acordasse. Sabia que já não aguentava as dores e que se ela mamasse mais uma vez não bebia leite, mas sangue.
Foi um dia muito preocupante porque ela não queria beber pelo biberão e eu não sabia se era por não estar habituada, se por não gostar das tetinas e experimentei várias, se por não gostar do leite ou ainda se por não conseguir beber pois na altura ainda não tinha sido operada. Dei-lhe leite por uma colher, pelo biberão sem a tetina, tipo copo, mas à noite ela já conseguiu beber pelo biberão: não estava era habituada ao biberão. A partir daqui comecei a alternar o biberão com a mama (esta entretanto melhorou por estar um dia a descansar), mas a Leonor começou a manifestar preferência pelo biberão. Mas fui sempre insistindo e ela mamava de manhã e à noite, mas não mais de 2 minutos.
A última vez que mamou foi a 22 de Janeiro, com quase 6 meses, nas vésperas da cirurgia ao lábio. Após esta ela não podia mesmo mamar para não forçar a boca e como eu já tinha pouco leite e ela não queria mamar, não o tirei e ele secou naturalmente. Ah, o outro peito nunca secou até esta altura mas também não produzia leite...e andava com um enorme e outro pequenino!

Deste modo, o fim da amamentação não foi um drama: para a Leonor deve ter sido um alívio, pois já preferia o outro leite mais forte e para mim também foi bom ver que ela não sentiu a falta da mama e que mamou quase 6 meses.

Resumo: tantos receios para nada...e ainda bem que assim foi!

P.S.: ando a esticar-me com os posts, eu sei. Prometo que vou ter mais cuidado, mas quando começo a escrever...



segunda-feira, 20 de outubro de 2008

E as férias terminaram...

...por este ano! Tinha deixado duas semanas para tirar quando a Leonor fosse operada...e já se passaram. Agora, férias só para o próximo ano!
Mas para dizer a verdade, estes dias de férias não tiveram quase nada! Mas passei o tempo todo com a Leonor...e por isso já valeu bem a pena!

A Leonor está muito bem, parece que não passou por nada. Mas há dois dias começou a ficar com o canto do olhinho vermelho: está "pisado" devido às massagens. Mas a partir de hoje já começo a fazer menos e pode ser que não a magoe tanto. Mas o que importa, embora me custe vê-la chorar tanto com as dores que lhe causo, é que parece estar tudo bem: as remelas nunca mais apareceram após a cirurgia, mas a lagriminha ainda subsistiu uns 3 ou 4 dias; mas agora também não tem aparecido.

Passámos os últimos dias em casa e a Leonor já estava saturada de estar entre 4 paredes. Mas tinha a minha casa a precisar de uma mãozinha...
Mas ontem, a convite dos meus pais, resolvemos sair para aproveitar o meu último (e único) dia de férias. Passámos a tarde aqui e divertimo-nos muuuito. A Leonor adorou ver os animais, brincou no parque infantil, quase adormeceu no safari e delirou quando entrou na loja: queria mexer em tudo...só náo pôde mesmo participar no rafting! Foi um dia diferente, muito divertido e bem passado...e principalmente, ao ar livre! Bem merecíamos!

Hoje já voltámos à rotina de acordar cedo...e custou tanto, principalmente porque a menina Leonor ontem lembrou-se de fazer serão e só adormeceu à 1.30h!

domingo, 19 de outubro de 2008

Mais um miminho

Este foi oferecido pela mãe da Madalena. Obrigada!
Desta vez não vou visitar-vos e oferecê-lo. Dedico-o a todas, todas, sem excepção.
Aceitem-no.